domingo, 11 de outubro de 2020

DEUS ELEGE A IGREJA

 

Deus elege a igreja

Veremos nesta MENSAGEM a forma magistral como Deus fez surgir a Igreja, e a Sua constante presença acompanhando-a em sua trajetória no decorrer do tempo. Como povo eleito, a Igreja nasceu do próprio coração de Deus (Efésios 1:4a).

Texto Base: Êxodo 19:17-20, Mateus 16:16-19, Atos 2:15-18, 33

Em sua forma mais ampla, já no aspecto neotestamentário, pôde receber o aval da eterna e salutar companhia do Senhor Jesus (Mateus 28:20). E, para efetivar o objetivo de sua eleição – promover a edificação espiritual do homem - , conta com o agir do Espírito Santo (João 16:8).

1. CONGREGAÇÃO DE ISRAEL, UM PROTÓTIPO DA IGREJA DE CRISTO

Aceitando ser a Igreja um ajuntamento de povo, uma assembléia convocada, ou uma reunião para se prestar culto a Deus, entendemos que as suas raízes remontam à comunidade de Israel.

1.1. No monte Sinai, uma reunião solene

Foi ao terceiro mês da saída do povo de Israel do Egito, que chegaram ao monte Sinai. Nesse monte aconteceu uma das mais solenes reuniões registradas no Antigo Testamento, constituindo-se num verdadeiro protótipo da igreja de Jesus Cristo.

1.1.1. Uma reunião convocada (Êxodo 19:3)

A Igreja nasceu como uma reunião de povo solenemente convocada pelo Senhor Deus.

1.1.2. Um povo exclusivo de Deus (Êxodo 19:5)

”Sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos”. A base em que se firmaria esta promessa de exclusividade, e que asseguraria sua perpetuidade, encontramo-la no próprio texto: “...se guardardes a minha aliança”.

1.2. Nascendo com a presença de Deus (Êxodo 19:18)

”O Senhor descera sobre ele em fogo”, O selo do pacto entre Deus e o seu povo estava firmado: a presença de Deus. E, em que pesem as imperfeições que a Igreja vem demonstrando através dos tempos, Deus tem mantido a sua promessa, e a Igreja sempre pôde contar com a presença gloriosa do Senhor para o cumprimento de sua missão.

2. JESUS ENCAMPA AS ORIGENS DA IGREJA

Preliminarmente, dizíamos que a Congregação de Israel era um protótipo da verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Com a manifestação de Jesus ao mundo, as sombras cederam lugar à realidade. Dessa forma, Jesus assume, isto é, encampa a Si as origens da verdadeira Igreja de Deus. É óbvio que sua atitude não significou a neutralização total da Igreja do Antigo Testamento; pelo contrário, Ele revalorizou seu remanescente aproveitável, dando-lhe mais objetividade e funcionalidade.

Jesus, o alicerce da Igreja neotestamentária, foi:

2.1. Uma aspiração e visão do salmista.

Já no Antigo Testamento, quando a Igreja vivia seus rudimentos, isto é, não possuía a forma e funcionalidade de hoje, o Salmista, sob a inspiração de Deus, podia projetá-la no mundo atual fundamentada no Senhor Jesus, como a pedra rejeitada pelos edificadores (Salmo 118:22,23).

2.2. Concretização e coroação da mensagem profética.

Quando o Senhor Jesus diz a Pedro: “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mateus 16:18), estava, gloriosamente, confirmando a mensagem profética do salmista: a pedra rejeitada, tornando-se o fundamento da Igreja. Portanto, a Igreja tomou forma, no Novo Testamento, sob a égide do senhorio de Cristo. Conseqüentemente, caem por terra todas as outras teorias que visam tirar de Cristo esta prerrogativa.

2.3. Valorização ao homem integrado à Igreja.

Um outro aspecto da Igreja alicerçada em Jesus, é que o Cabeça da Igreja – Cristo – procurou conferir ao homem crente e integrante de seu corpo, um valor muito grande neste mistério: “O que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus”, palavras de Jesus a Pedro.

3. O ESPÍRITO SANTO, AGENTE DA IGREJA NASCENTE

A escolha dos doze apóstolos, seguida da convocação dos setenta discípulos, foi o início da nova Igreja, cuja culminância aconteceu no dia de Pentecostes com o derramamento do Espírito Santo sobre os crentes reunidos em Jerusalém, dando forma visível à nova comunidade cristã, tendo Cristo como o Cabeça.

3.1. Para um povo eleito, a abundância do Espírito Santo.

As novas línguas ouvidas no dia de Pentecostes deixaram o povo não crente um tanto confuso. Pedro, o apóstolo, mostra-lhes, pelas Escrituras sagradas, que aquilo não era embriaguez, e sim o cumprimento da profecia de Joel (Atos 2:14-21), que previa o derramamento do Espírito Santo em profusão nos últimos dias.

3.2. A abertura da fé também aos gentios.

A Igreja que tomava forma com o derramamento do Espírito Santo, deixava de ser restrita aos judeus, abrindo suas portas a todas as raças. Em Jerusalém viviam nos dias de Pentecostes todas as raças do mundo atual, e é a elas que Pedro dirigiu a Palavra, dizendo-lhes: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar” (Atos 2:39). Era, portanto, o Espírito Santo que tornava a mensagem desta nova Igreja mais abrangente e universal.

CONCLUSÃO

Qual é a base para que a Igreja continue sendo um povo exclusivo de Deus? Mencione algumas das prerrogativas dos membros da nova Igreja de Cristo. O que tornou a mensagem da Igreja, do Novo Testamento, universal?

 

José Rodrigues Machado

LIÇÕES QUE APAGARAM AS LUZES

 Lições que apagaram as luzes

É preciso dizer claramente que as parábolas foram destinadas a apagar as luzes de algumas pessoas. Estas histórias desconcertavam e incomodavam aquelas almas desonestas que estavam ansiosas por abusar de qualquer pequena verdade que parecesse filtrar até elas (Mateus 13:10-15; Marcos 4:11-12; Lucas 8:10). E não podemos pensar nelas como se fossem iletrados religiosos que eram moralmente depravados. Em seu número estavam as pessoas mais religiosas e aparentemente mais piedosas daquele tempo. Mas tinham projetos que diferiam do de Deus.
             

  Depois que o Senhor ensinou sua grande parábola do Pastor e o aprisco, um discurso que parece ter feito no inverno que antecedeu a primavera de sua morte (João 10:1-18), seus críticos se queixaram de que seu ensinamento era obscuro e confuso e que ele deveria dizer-lhes em linguagem clara se ele era o Cristo ou não. A réplica de Jesus foi direta: Já lhes disse numa centena de modos, mas nenhuma delas será bastante, porque vocês simplesmente não acreditam; e não acreditam porque não são minhas ovelhas (10:24-26). O Filho de Deus não estava interessado em meter pela goela abaixo dos homens descrentes o que eles positivamente não queriam. Este grande Pastor estava chamando somente aqueles que queriam ouvir sua voz e segui-lo (10:27). Para os demais suas palavras seriam apenas palavrório sem significado; não porque o fossem, mas porque seus ouvidos carnais não afinavam com as coisas espirituais.

                O mesmo ponto é convenientemente demonstrado por uma ocorrência durante o mesmo inverno: a cura pelo Senhor de um mendigo cego em Jerusalém, junto ao poço de Siloé (João 9). No começo, os críticos de Jesus buscaram febrilmente desacreditar esta cura notável (o homem tinha sido cego de nascença) como sendo uma artimanha. Mas, totalmente impedidos pelo testemunho dos pais do próprio homem, foram reduzidos a argumentar insensatamente que o que todos na cidade sabiam que tinha acontecido, não tinha acontecido realmente porque tinha sido feito no dia errado (no sábado) pelo homem errado (Jesus). Baseados em nada além de obstinação cega e inflexível, eles negavam o inegável. Jesus mais tarde teve de dizer-lhes: "Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos" (9:39). Seus críticos judeus, não tão obtusos que nada lhes penetrasse, finalmente pegaram o significado. "Acaso também nós somos cegos?" perguntaram. Ao que o Senhor replicou, "Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado" (9:40-41).

                Como já temos observado, as parábolas de Jesus nunca apelavam muito para as pessoas que já se achavam sábias. Elas serviam simplesmente para apagar as pequenas luzes que tais pessoas tinham. Mas isso estava bem, porque o Senhor não o estava chamando, de qualquer modo, e o tempo havia chegado pelo terceiro ano do seu ministério público para afastar os eternos críticos, os curiosos, os freqüentadores habituais descuidados que não tinham real interesse no reino de Deus. Era chegada a hora quando os verdadeiros discípulos tinham que ser reunidos em volta dele e preparados para o inimaginável horror que viria.

LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

 

Libertação Espiritual: Derrotando Satanás em Nossas Vidas Libertação

Espiritual: Derrotando Satanás em Nossas Vidas

 

Há milhares de anos, Satanás entrou no belo jardim de Deus, na forma de uma ser­pente, e pegou Adão e Eva em sua armadilha. Desde aquele dia até agora, Satanás tem sido o principal inimigo do homem. Até mesmo nestes dias, o diabo anda rugindo como um leão que nos quer devorar (1 Pedro 5:8). Ele emprega muitos métodos. Usando vários disfarces, ele tenta, seduz e engana (2 Coríntios 11:14-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 1 Coríntios 7:5).  Ele também aflige, persegue e ataca (2 Coríntios 12:7; Apocalipse 2:10; 1 Tessalonicense 2:18). Ele usa aliado tais como principados e poderes, e o próprio mundo (Efésios 2:1-2; 6:11-12; 1 João 5:19). Muitos dos que enfrentam esta batalha espiritual poderiam prontamente fazer eco à exclamação de Paulo: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24).

 

A Vitória de Cristo sobre Satanás

No próprio jardim onde o homem primeiramente sucumbiu à armadilha do diabo, Deus prometeu um libertador. "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3:15). É muito incomum ver na Bíblia uma referência ao descendente de uma mulher. Quase sempre a linhagem foi contada através do pai. Em toda a história humana depois de Adão, só houve um que não teve um pai humano: Jesus Cristo. E assim este texto fala do conflito entre Je­sus e Satanás. Mantendo a imagem da serpente, o texto fala de Jesus pisando nele, por as­sim dizer. Fazendo isto, ele teria seu calcanhar ferido (um dano relativamente pequeno), mas também esmagaria a cabeça do tentador (um ferimento mortal). Através do Velho Testamento, a humanidade permaneceu amarrada por Satanás, aguardando o cumprimento desta promessa gloriosa.

Finalmente nasceu o Salvador. Ele passou alguns anos "curando a todos os oprimidos do diabo" (Atos 10:38). Olhe especialmente para os exemplos em que Jesus expulsou de­mônios (note Marcos 1:23-28; 5:1-20; 9:14-29; Mateus 9:32-37; 12:22; Lucas 13:10- 17). É notável que Jesus subjugou os demônios com autoridade. Ele não gritou, não lutou, não usou nenhum encantamento ou instrumento mágico. Ele simplesmente disse uma palavra, e os demôniossaíram. Jesus ligou sua expulsão de demônios a seu trabalho maior deesmagar Satanás. "Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa" (Mateus 12:28-29). Jesus veio ao mundo para roubar do diabo as almas que tinham estado sob seu domínio. Mas primeiro ele teve que amarrar Satanás, o que ele estava fazendo ao expulsar demônios. Então o cená­rio estaria preparado para que ele tomasse o domínio do diabo, o domínio que este exercia sobre os homens.

Em repetidas ocasiões, especialmente próximo do fim do seu ministério, Jesus indi­cava que a crise estava se aproximando. "Eu via Satanás caindo do céu como um relâm­pago" (Lucas 10:18). "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu prín­cipe será expulso" (João 12:31). "Do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado" (João 16:11, veja também 14:30).

Textos incontáveis, escritos depois da ressurreição de Cristo, mostram-no como o vencedor que derrotou a Satanás. Jesus afirmou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mateus 28:18). "O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés . . ." (Efésios 1:20-22). ". . . Por meio da ressurreição de Jesus Cristo; o qual, depois de ir para o céu, está a destra de Deus, ficando-lhe subordinados os anjos, e potestades, e poderes" (1 Pedro 3:21-22). "E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz" (1 João 3:8). Apocalipse apresenta esta grande vitória de Jesus sobre o diabo em forma simbólica (capítulo 12). Nosso Senhor Jesus Cristo derrotou totalmente o antigo inimigo do homem. O Senhor seja louvado!

 

Nossa Libertação

Nossa própria vitória sobre Satanás está intimamente ligada com o triunfo de Cristo. "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escra­vidão por toda a vida" (Hebreus 2:14:15). Jesus veio para destruir o diabo e libertar seus súditos. Depois de descrever sua batalha sem sucesso contra a lei do pecado e da morte em Romanos 7, Paulo mostrou que, em Cristo, somos libertados da escravidão (Romanos 7:25; 8:1-4). Cristo é nosso meio de vitória nesta luta aparentemente sem esperança: "Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Roma­nos 8:37). Ele continuou citando principados e poderes como duas forças que não podem separar-nos do amor de Deus em Cristo (Romanos 8:38-39). "E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco" (Romanos 16:20). Gálatas 4 e Colossenses 2 também mostram como Cristo nos liberta do domínio do diabo. Isto não significa, obviamente, que derrotamos o diabo em Cristo, sem esforço. Lutamos contra "principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6:12). Mas apesar da ferocidade do oponente, o Senhor dá a força do seu poder, com a qual podemos resistir firmemente ao diabo.

Ele também nos diz exatamente que armadura usar na batalha: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo- vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sem­pre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica . . ." (Efésios 6:13-18). Note, por favor, que a armadura é especifi­cada. Freqüentemente, nestes dias, as pessoas tentam travar batalhas espirituais contra o diabo e seus servos com outros instrumentos, que a palavra de Deus nunca menciona. Neste texto, é a própria Escritura que recebe a principal atenção: "a verdade", "o evangelho", "a palavra de Deus".

 

Conceitos Errados Sobre a Libertação

Algumas pessoas põem demasiada ênfase no poder de Satanás. Nos seus cultos eles dão mais atenção aos demônios do que ao próprio Cristo. Deste modo, eles minimizam a responsabilidade humana e oferecem desculpas para o pecado. O diabo não pode ser cul­pado pelo pecado. Ele de fato tenta, mas o pecado ocorre quando nos permitimos ser sedu­zidos pelos nossos próprios desejos (Tiago 1:14-15). Somos capazes de resistir ao diabo e, se o fizermos, ele fugirá (Tiago 4:7). Deus não permitirá que sejamos tentados acima de nossas forças para resistir; para cada tentação há uma maneira de escapar que é dada pelo Senhor (1 Coríntios 10:13). É um erro sério dedicar mais atenção ao diabo do que ao Se­nhor. É errado pensar que, em certos casos, somos impotentes para resistir a algum tipo de força superior que o diabo emprega. Eu sou responsável por minhas ações, e quando eu peco não tenho ninguém a quem culpar senão a mim mesmo.

Outro ponto de vista errado é que palavras mágicas ou objetos especiais são necessá­rios para expelir o poder de Satanás da vida de uma pessoa. A feitiçaria nos dias do Novo Testamento se apoiava na repetição de palavras especiais para superar a influência do di­abo, mas Jesus condenou esta idéia (Mateus 6:7). A repetição até mesmo do nome de Jesus, de modo supersticioso, virou contra aqueles que o tentaram (Atos 19:13-16). É o poder de Cristo, não a mágica de alguma frase ou objeto que supera Satanás.

Também não podemos superar o diabo através da obediência a regras e leis humanas. Este foi, basicamente, o problema sobre o qual Paulo escreveu em Colossenses 2. Ele falou de regras que os homens inventam para tentarem ser mais espirituais, e disse que elas não dão certo. Através dos séculos, homens têm tentado repelir o diabo através de ascetismo. Jejum, auto-flagelação, e a negação de prazeres lícitos são freqüentemente vistos como ma­neiras de superar o diabo. Mas o argumento de Paulo em Colossenses 2 é que Cristo e seus mandamentos são tudo o que necessitamos para superar "todo principado e potes­tade"(Colossenses 2:10, veja 16-23).

Finalmente, o diabo não é superado por espetáculos teatrais. Confrontos verbais com o diabo e gritaria não têm base na Bíblia. Cristo e os apóstolos tinham poder especial para ordenar aos demônios que saíssem das pessoas, mas ordenavam calma e deliberadamente. As Escrituras que Jesus e seus discípulos nos deixaram nos ensinam a usufruir seu poder em nossas vidas pela submissão a ele e pelo uso da armadura que ele nos deu. Jesus venceu Satanás. Em Cristo, nós também podemos vencer.

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

COMPROMISSO DE UM HOMEM DE DEUS

 

Compromissos de um homem de Deus 

Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão, Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. (
1 Timóteo 6:11-16)

O que é um homem de Deus? Como podemos conhecê-lo? Quais são suas marcas? O que rege a sua vida?

O apóstolo Paulo escrevendo sua primeira carta a Timóteo, nos versículos 11 a 16, acentua quatro importantes compromissos de um homem de Deus.

O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge, segue, combate e guarda. Vamos examinar esses pontos.

1.     O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge

(1 Timóteo 6.11)

 

– Paulo diz: “Tu, porém, ó homem de Deus , foge dessas coisas…”. De que coisas um homem de Deus deve fugir? Deve fugir da inveja, da difamação, das suspeitas malignas, das contendas e brigas sem fim e, sobretudo, da ganância, ou seja, do amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males (1 Timóteo 6.3-10).

 

Aqueles que se entregam à maldade e à avareza atormentam-se a si mesmos e caem no laço do diabo. Um homem de Deus não é apegado às coisas materiais. Ele não ama o dinheiro, mas o Senhor. Ele busca uma vida santa e sabe que a piedade, com contentamento, é grande fonte de lucro. Muitas pessoas são escravas de Mamom. Prostram-se diante desse ídolo, chamado dinheiro, e são ávidas pelo lucro, mesmo que para obtê-lo tenham que se envenenar de inveja, ódio e cobiça.

 

2.     O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele segue (1Tm 6.11) – O apóstolo Paulo continua: “… segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”. Um homem de Deus foge do pecado e segue a virtude.

 

Ele abomina o mal e anseia pelo bem. Ele foge da injustiça, mas busca o que é justo mais do que o ouro e a prata. Ele foge da vida promíscua e impura e segue a piedade. Seu prazer não está no dinheiro, mas em Deus.    Ele foge de toda aparência do mal

 

Ele foge da incredulidade e segue a fé. Ele se deleita na Palavra e crê de todo o seu coração nas promessas do Eterno. Ele foge das altercações sem fim, das brigas empapuçadas de mágoa e segue o amor.

 

Ele foge do estilo de vida inconstante daqueles que correm atrás do vento e segue a constância. Ele foge do destempero emocional e segue a mansidão.

 

3.     O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele combate (1Tm 6.12) – O apóstolo ainda escreve: “Combate o bom combate da fé, toma posse da vida eterna…”.

 

Havia aquele tempo, como ainda hoje, muitos falsos mestres espalhando suas heresias. Timóteo devia entender que a vida cristã é uma luta sem trégua e sem pausa contra o erro e na promoção da verdade.

 

Ele deveria como soldado de Cristo, combater o combate certo, com a motivação certa. Há muitas pessoas que entram na luta errada, com as armas erradas e com a motivação errada.

 

Timóteo não devia brigar por causa de dinheiro, mas combater em defesa da fé verdadeira.  Timóteo deveria nessa batalha em favor da fé, tomar posse da vida eterna. Ele deveria estar convicto e seguro daquilo que Cristo tinha feito por ele e nele, e então, sair bravamente em defesa da verdade.

 

4.     O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele guarda

(1 Timóteo 6.14) – Finalmente, Paulo diz: “que guardes o mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

Muitos obreiros haviam se desviado do caminho, como Demas. Outros haviam se intoxicado de soberba como Diótrefes. Ainda outros haviam sido seduzidos pelas heresias dos falsos mestres.

 

Mas, um homem de Deus deve guardar o mandamento, a Palavra de Deus, vivendo de maneira irrepreensível até a volta do Senhor Jesus. Um homem de Deus não negocia a verdade nem transige com seus absolutos.

 

Um homem de Deus não se rende à tentação do lucro em nome da fé nem abastece seu coração com as ilusões de doutrinas estranhas às Escrituras. Um homem de Deus ama a Palavra, guarda a Palavra, vive a Palavra e prega a Palavra.

Que vejamos nesta geração o surgimento de muitos homens de Deus, gente disposta a fugir do pecado, a seguir a justiça, a combater o bom combate da fé e a guardar a Palavra, vivendo uma vida imaculada e irrepreensível.

AS PORTAS DO INFERNO

 AS PORTAS DO INFERNO

Mateus 16:18

Jesus disse a Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja

Esta expressão “porta do inferno”, significa que os que pertencem a Deus, os que lhe obedecem e praticam a sua palavra, são de fato, sua igreja, templo do Espírito Santo, e que jamais passarão pela porta do inferno, se permanecerem posicionados em Cristo

Os que passarão pela porta do inferno, são os que andam desordenadamente, em contendas, glutonarias, idolatria, corrupção, segundo o padrão do mundo, estes que andam pela porta larga, que leva a perdição, logo estarão entrando pela porta do inferno

O servo de Deus bom e fiel, anda pela porta estreita, caminho do céu, portanto, as portas do inferno, nunca estarão diante deles

O inferno é um lugar de tormento, um lugar invisível, mas real, no plano espiritual, o inferno foi criado para aprisionar o diabo e seus anjos

O Diabo não é dono do inferno, ele será prisioneiro lá, para sempre, ele não está lá num trono, apesar de julgado, ainda não foi aprisionado

O diabo anda passeando pela terra, procurando alguém a quem ele possa tragar, para assim, poder levar  junto com ele para o inferno o maior numero de almas perdidas, lugar que seria só para condenação dele

Quem ouve as palavras da Escritura e não obedece a Deus , nem aceita o plano de salvação, corre o risco de ir pra lá, assim como muitos que praticam iniquidades, que vivem na hipocrisia religiosa, que mentem, que roubam e blasfemam contra Deus

O inferno é um lugar criado por Deus, não é uma torre de comando de Satanás

O inferno tem porta de entrada, mas não tem porta de saída

Quer ficar longe das portas do inferno – Obedeça a Deus, ande firme com Jesus, viva seus princípios – pratique a palavra  

O diabo anda ao nosso derredor, procurando alguém para tragar, assim como se traga um cigarro... até consumir

E como um leão, a espreita de caça

Mas quem ouve a Palavra e pratica, resiste ao Diabo, resiste as tentações e prevalece no caminho certo e correto, sujeitando-se a Deus em obediência

Sujeitai-vos a Deus e ele, o Diabo fugirá de vós

Lembre-se,  muita gente diz, quanto mais eu rezo mais assombração aparece, um ditado popular católico, no evangeliquez, quanto mais eu oro, mas tentação aparece

Tem horas que só orar não resolve, isto faz você lembrar das tentações, com mais frequência, a gente, literalmente te quem fugir, mudar a rota, fugir de toda aparência do mal, correr da esquerda para a direita

Exemplo: um empregado num local de trabalho tentador

 Fuja das tentações, o quanto antes melhor, não se distraia por nada, mantenha o foco, a cobiça dos olhos e da carne é muito forte, os 5 sentidos quer se realizar de todo jeito (olhos, bocas, tato, audição, paladar, olfato)

Estamos entre o céu e o inferno, 24 horas por dia, o tentador em cima de nós o tempo todo, lançando iscas, e somos tentados por nós mesmos, pelos desejos incontroláveis da carne

A Bíblia fala mais do inferno do que do céu, Jesus fala mais sobre o inferno, do que do céu

A porta do céu e do inferno está diante de nós, de acordo com nossos passos e comportamentos, o tempo todo, é uma caminhada da vida, tanto agora em vida como na morte, haverá um julgamento de acordo com nossas escolhas

 

 

AMAR AO PRÓXIMO

 

AMAR AO PRÓXIMO

 Um homem disse a Jesus: E quem é o meu próximo?  Lucas 10:29

Amar ao próximo não quer dizer amar só os mais íntimos, os mais chegados, isto inclui, as próximas pessoas que vão aparecendo na nossa frente, pode ser o nosso vizinho, o estranho, o colega do trabalho, o mendigo na rua, o rico, o pobre, o negro, o branco, o visitante, o cobrador, o chato, o legal.

 

O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.Romanos 13:10

 

Quem sou eu? Quem é meu próximo?

 

Neste mundo veloz, onde as horas passam, estamos sempre atrás do hoje, do amanhã e o depois. Sobra pouquíssimo tempo para pensar e refletir em “quem eu sou?” e “Quem é meu próximo?”

 

Sim, a pergunta é quem é a próxima pessoa que estou encontrando pela frente?

 

O homem que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado. Provérbios 11:12

 

A maioria das pessoas que vemos pela frente nós não gostamos, nem queremos saber, alguns não vamos nem com a cara, sem mesmo conhecer de perto, porque estamos exatamente vivendo no tempo em que os seres humanos são amantes de si mesmos e pouco se conhece do próximo:

 

( 2 Timoteo 3:1-5) - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela

 

Pensar só na nossa vida e na agenda lotada, nos nossos problemas e compromissos, já se tornou um peso, um fardo tão grande, que não conseguimos dividi-los com mais ninguém, pois não confiamos em mais ninguém. Quantas vezes, dependendo do dia, somos desapercebidos, ou até ignoramos as pessoas, cortamos a volta, fugimos da abordagem, não queremos ver nem a cara do vizinho, nem mesmo estamos bem conosco que nem queremos estar no meio da multidão.

 

Mesmo que o tempo passe e vamos nos desgastando nesta vida, mesmo enfadados, quantas vezes precisamos do amor incondicional que provém de Deus, deste tipo de amor valioso, que serve de combustivel emocional, que renova nossas forças, que dá animo e supera todas as barreiras sociais.

 

Se esforce hoje mesmo para conhecer o amor incondicional pela vida e para com os seres humanos: seja um bom vizinho, não passe por anonimo nesta vida, seja um bom marido, um bom amigo, um bom funcionário, deixem as pessoas lembrarem positivamente de você e Deus vai poder te honrar naquilo que faz realmente de coração.

 

Se esquivar das pessoas parece que é muito mais fácil, assim não somos pressionados pelas nossas obrigações sociais

 

A vantagem do “amar ao próximo” é que quem consegue fazer isso, tem as melhores chances de serem emocionalmente saudáveis e pessoas equilibradas são mais amorosas, bondosas, pacientes, gentis, simpáticas, tolerantes, agradáveis aos olhos dos outros

 

Porque é tão difícil amar ao próximo? É simples - porque não estamos conseguindo ser pessoas equilibradas. E como é difícil nos manter equilibrados hoje em dia

 

Uma dica para ser equilibrado é buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, que é justiça, paz, alegria, amor e misericórida, porque a palavra de Deus já garante o que acontecerá após isso, todas as outras coisas aparecerão como consequencia e como recompensa pelos seus esforços

 

Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:33)

 

Distribua sempre ao seu redor, espalhe as coisas do Reino de Deus em direção ao seu próximo, não é tão dificil como parece, são sementes que devemos plantar e esperar o tempo da colheita, mas somos imediatistas, ansiosos, gostamos de ver resultados rápidos e não é assim que as coisas funcionam na natureza humana

 

Muitas vezes nós criamos os obstáculos e barreiras porque não damos a iniciativa, tente outra vez e viva cada dia mais e mais emocionalmente saudável e será livre de qualquer opressão, desanimo e acomodação

 

Portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força.Neemias 8:10

 

Com certeza, manter bons relacionamentos agrada a Deus “A alegria do Senhor será a nossa força”

 

Na vida estamos constantemente sendo abordados por alguém, nas ruas, no transito, nas lojas, no trabalho, não pense que se esquivar, fugir das nossas responsabilidades sociais, será nossa melhor opção, isto não nos dará paz de espirito. Deus age através de você, por você, para você, através de nós, das pessoas, das circunstancias, dos problemas, Deus sabe que todos precisam de bons relacionamentos com todos e com Ele

 

Deus é rico para com todos, mas nós não somos ricos para com todos. Não devemos esquecer do próximo, Deus está constantemente preocupado com quem não pode se ajudar, os pobres, os necessitados, as viúvas e os órfãos, estes são considerados nossos próximos irmãos

“ Deus ajuda quem cedo madruga” e “Deus ajuda quem se ajuda” este são 2 tipos de ditado popular totalmente anti-bíblico e anti-social que dá margem e base ao distanciamento entre as pessoas do mundo todo

 

Muito usado hoje em dia, onde está todo mundo correndo atrás do hoje, do amanhã e depois, e o pão nosso de cada dia vem do Senhor, só Deus pode prove as melhores coisas da vida para nós, e as melhores coisas da vida só tem sabor se nosso sentimentos e emoções estiverem equilibrados.

Trabalhar é muito bom, mas tem que ter equilibrio em todas as àreas da vida. Deus já deixou o novo mandamento:  AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AMAR AO PROXIMO COMO A TI MESMO” para somente isso nos dar equilibrio espiritual, emocional e fisico

 

Quem cedo madruga e corre atrás de dinheiro o tempo todo, tem pouco tempo para se encontrar com o próximo, no final do dia, está tão cansado correndo atrás da concorrencia, dos compromissos e dividas, que não tem tempo para a familia, para si mesmo, para os filhos, para os amigos, está tão esgotado fisicamente e emocionalmente que nem sabe quem é a próxima pessoa que está sua frente e quer se aproximar

 

Se não consegue amar os mais intimos, como poderá amar ao próximo como a ti mesmo e ser de fato, uma pessoa emocionalmente saudável e equilibrada.

 

Pense nisto: quem é você? Quem é o seu próximo?

 

ACORDOS, DESACORDOS E CONCORDÂNCIAS

ACORDOS, DESACORDOS E CONCORDÂNCIAS

“Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3.3)

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18.19,20)

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. (1 Pedro 3.7)

Precisamos entender  melhor o princípio de concordância entre duas pessoas descrito na Bíblia

Um dos  textos bíblicos acima revela que depois de desonrar a mulher na condição de vaso mais frágil (com asperezas), o homem, mesmo que clame ao Senhor, terá sua oração impedida, pois um princípio foi violado.

Deus não age em um ambiente de desarmonia e discordância. Não adianta insistir em assuntos e situações onde o acordo mútuo não foi estabelecido

A unidade remove limites. Quando o casal se torna um e fala uma só língua (sem discordância) eles removem os limites diante de si, eles resolvem os problemas juntos e Deus ajuda!

Deus pode agir livremente num ambiente destes, mas basta perder a capacidade de falar a mesma língua que tudo se perde!

Não dá para concordar com casais que escondem coisas um do outro, seja no que diz respeito à sua vida passada (erros e pecados) ou presente (como nas questões financeiras, sociais e virtuais, por exemplo).

Deus está vendo e analisando tudo!

Acredito que a unidade verdadeira exige que haja remoção ou acerto de “pendências”  (Provérbios 28.13).

Ás vezes fingimos que está tudo bem um com o outro,  fingimos um comportamento só para agradar (ou não desagradar) ao outro, o que diverge do ensino bíblico.  Este teatro não produzirá unidade verdadeira. Temos que aprender a ser francos, como está escrito:

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto”. (Provérbios 27.5)

O PRINCÍPIO DO ACORDO

A Bíblia sempre vai nos ensinar o acordo é indispensável num bom relacionamento:

“Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3.3)

A ausência de acordo é uma porta aberta para o diabo. Quando Paulo escreveu aos efésios e falou sobre não dar lugar ao diabo, o fez dentro de um contexto, que é o de pecados que acontecem nos relacionamentos:

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo”. (Efésios 4.26,27)

Tiago escreveu sobre o mesmo princípio. Ele disse: “Pois onde há inveja e sentimento faccioso “ação violenta, posição e opinião contrárias, sentimento parcial”, aí há confusão e toda espécie de cousas ruins”.  (Tiago 3.16)

Já mencionamos anteriormente que o acordo é uma porta aberta para ação de Deus (Mateus 18.19). Mas quando chegamos ao ponto de dissipa-lo de nosso relacionamento, estamos comprometendo não só a qualidade da satisfação na esfera emocional, mas também a esfera espiritual de nosso lar.

Casamento não é fácil de administrar. Não é fácil ajustar-se satisfatoriamente na relação conjugal.

As diferenças são muitas; na formação de cada um, na personalidade, no perfil, no temperamento, e acrescente a isto as diferenças entre homem e mulher.

Contudo, quando aprendemos a ter como denominador comum o caráter e os ensinos de Cristo, então conseguimos o ajuste por meio de ceder, perdoar, recomeçar, etc.

Mesmo um casal que parecia perfeitamente ajustado em seu período de namoro e noivado descobrirá a necessidade de mais ajustes à medida que os anos de casamento vão passando.

Não é uma tarefa tão fácil, mas não é impossível! Se não estivesse ao nosso alcance, Deus estaria sendo injusto ao cobrar isto de nós… mas o fato é que não só é algo possível, como também é uma chave poderosa na vida cristã!

O CASAL DEVE DECIDIR JUNTO

Há uma ordem de governo e autoridade estabelecida por Deus no lar. O marido é chamado o cabeça (Ef 5.22-24), e entendemos que como tal tem direito à palavra final.

Porém, isto não quer dizer que o homem esteja sempre certo ou que não deva ouvir sua mulher. Encontramos no Velho Testamento uma ocasião em que o próprio Senhor diz a Abraão, seu servo:

“Ouve Sara, tua mulher, em tudo o que ela te disser” (Gn 21.12).

No Novo Testamento vemos Pôncio Pilatos desprezando o conselho de sua mulher e se dando mal com isto (Mt 27.19).

Os homens precisam se lembrar de que em matéria de responsabilidade do lar, terão que responder a Deus numa medida maior que as mulheres. Mas não é preciso que o homem carregue o peso desta responsabilidade sozinho.

É importante que o casal dialogue e tome decisões juntos. Desde que casamos, minha esposa e eu sabemos quem é o cabeça do lar, mas foram muitas raras as vezes em que tomei uma decisão por mim mesmo.

Sempre conversamos e discutimos sobre nossas decisões. As vezes já estamos de acordo no início da conversa, e às vezes precisamos de muita conversa para amadurecer bem o que estamos discutindo.

Mas sabemos a bênção de caminhar em acordo e cultivamos isto entre nós. Entendo que se a mulher é chamada de “auxiliadora” na Bíblia, é porque o homem precisa de sua ajuda. E a ajuda da mulher não está limitada à atividades domésticas.

A Bíblia fala com esta figura, que deve haver uma relação de companheirismo. Creio que como auxiliadora, a mulher deve ajudar a tomar decisões.

Este é um processo que exige ajuste. Na hora de discutir alguma decisão, ou mesmo a forma de ser e se comportar de cada cônjuge, vemos o quanto é difícil ouvir ao outro. Mas devemos atentar para o ensino bíblico sobre isto:

“Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Provérbios 18.13).

Tiago nos adverte o seguinte:

“Sabeis estas cousas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”. (Tiago 1.19)

Para que haja acordo, precisamos aprender a ouvir.

 Preservar a unidade não significa nunca se desentender, mas saber dar a manutenção devida no relacionamento quando isto ocorrer.

O tempo não apaga as ofensas. Deve haver reconciliação. Jesus ensinou isto:

“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. (Mateus 5.23,24)

Alguns acham que depois de um desentendimento é só deixar “para lá”. Mas a Bíblia nos ensina o princípio de reconciliação de maneira bem formal.

Deve haver pedido de desculpas, de perdão. Deve se conversar sobre o que aconteceu (o quê machucou o íntimo de cada um e porquê machucou). E não podemos perder de vista que devemos lutar para viver sem brigas, e não só reconciliar quando elas ocorrem (Ef 4.31).

Acredito, ainda, que atenção especial deve ser dada à forma de falar. Talvez esta seja uma das áreas que mais sensíveis sejam nos desentendimentos que surgem no relacionamento, uma vez que a “comunicação” no lar não é só o que um fala, mas também a forma que o outro entende!

As conversas não devem ser exaltadas ou em tom de briga. E quando um dos cônjuges se perde numa explosão emocional, é importante notar que a Bíblia não nos ensina a “jogar o mesmo jogo”. O que lemos nas Escrituras é justamente o contrário:

 

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. (Provérbios 15.1)

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”. (Colossenses 4.6)

Os maridos devem ter cuidado redobrado, pois por natureza são mais racionais do que emocionais e suas palavras tendem a ser mais duras e grosseiras. Por isso a Bíblia nos adverte:

“Maridos, amai a vossas esposas, e não as trateis com aspereza”. (Colossenses 3.19)

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. (1 Pedro 3.7)

As intrigas no lar roubam o prazer de outras conquistas, como escreveu Salomão, pela inspiração do Espírito Santo:

“Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado e com ele o ódio”. (Provérbios 15.17)

“Melhor é um bocado seco, e tranqüilidade, do que a casa farta de carnes, e contenda”. (Provérbios 17.1)

“Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa”. (Provérbios 21.9)

Há casais que alcançaram tudo o que queriam financeiramente, mas não conseguem viver bem juntos. Eles, melhor do que ninguém, podem afirmar quão verdadeiras são estas declarações bíblicas.

Não adianta ter outras realizações e deixar o relacionamento conjugal se perder. Precisamos aprender a cultivar a unidade em nosso relacionamento. E isto acontece quando aprendemos a lidar de forma simples e prática nas questões do dia-a-dia.


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