terça-feira, 7 de julho de 2020

MEDO? A FÉ VENCE O MUNDO


MEDO? A FÉ VENCE O MUNDO

 

Não temas, crê somente. Marcos 5:36


Não temas, crê somente, sem medo enfrente os traumas, as crises, vença com o poder de Deus, se está sofrendo, com lutas, faça como Jó permita-se voltar seus olhos para Deus, não perca a integridade, a confiança, a dependencia Dele

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.1 João 5:4

Na história de Jó vemos como as coisas acontecem, Deus não tenta ninguém, Deus não é maldoso, ele quer só o nosso bem, Deus é bom, Deus é justo, mas o inimigo das nossas almas, nos tenta todos os dias, ele nos cutuca com o medo, causa perda e danos, sofrimentos.


Mas Deus permite? sim, até que ficamos firme e não abandonamos a sua presença e acendemos a fé dentro de nós

Jó perdeu quase tudo, Jó tinha muito medo de ficar doente e adoeceu, Jó tinha medo de perder seus bens materiais e perdeu, ele tinha muito medo de perder seus filhos, pois orava por eles todos os dias e eles morreram, perdeu sua saúde, perdeu suas posses, mas não perdeu o principal: A SUA FÉ


Jó até não conhecia bem o poder de Deus, acreditava em Deus só de falar, mas no final reconheceu a Deus no controle de tudo.


Porque Jó tinha medo, se ele tinha fé? É possível ter fé e permanecer no medo?

Jó tinha muito medo da vida. Mas sua fé permaneceu. A fé vence o mundo, o inimigo usa o mundo para vencer a nossa fé, sem fé é impossível agradar a Deus, o inimigo usa as coisas do mundo, as circunstancias para abafar a nossa fé, para simplesmente esquecermos de Deus, apenas existir e reclamar da vida, se afastar da igreja, não aguentar as pressões da vida, ficar longe das bençãos e promessas onde Deus nos livra do medo


A mulher de Jó é um exemplo claro de quem só serve a Deus quando tudo está bem. Quando viu que tinha perdido tudo, disse a Jó: “abandona esse teu Deus e morre” . Para Ela Deus só existe quando tudo está bem. Veja a frase que ela soltou, está escrito nas escrituras:


Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.

                                                                                          Jó 2:9


Mas Jó não se rendeu ao mundo, aprendeu a não se render ao medo, não se rendeu ao que as pessoas falavam a seu respeito, não importa o que lhe acontecia, Deus ainda era maior do que tudo isto, sua vida foi colocada a prova diante Deus pela fé, muito integro em suas decisões Jó disse: eu sei que meu redentor vive, não vai me abandonar, ele reconheceu a tempo que Deus tem o controle de tudo


Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.Jó 19:25


Jó superou o medo e não olhou para sua carne, não se importou com seu sofrimento, suas lutas no tempo presente, mas olhou para cima, para frente, confiou em Deus, o único que pode nos ajudar a vencer o medo, não quis mais se prender as circunstancias, não ouviu os conselhos e opiniões negativas dos amigos, não blasfemou como sua mulher e sem saber que era Satanás que estava lhe tentando todos os dias, não negou sua fé.

Hoje, nós sabemos que Satanás nos tenta todos os dias porque lemos as Escrituras e entendemos que Deu só quer o nosso bem, por isso é muito importante não perder a fé, mantenha a chama da fé acesa em qualquer situação

Lembre-se: perdeu a fé já era, perdeu tudo. É só a fé que vence o mundo, sem fé é impossível crer que Deus existe e pode nos ajudar

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1 João 5:4


Se você reclamar da vida, vai ser destruído lentamente, e sem conhecimento de Deus, não vai se levantar. Volte-se para Deu, sem ele no mundo nada vai ser tão fácil. Deus é quem tem o controle de tudo e só ele pode nos ajudar a vencer o medo das crises, das barreiras que se levantam, das circunstancias, dos desafios, dos traumas e fracassos.

Conheça a palavra de Deus, o quanto antes melhor, porque sem ela, não seremos libertos das aflições

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32

A verdade é a palavra de Deus, instruções para nossa vida, sem ela não conheceremos a nossa liberdade para viver sem medo, a verdade liberta, mas sem o seu conhecimento não saberemos agir

É preciso ter conhecimento da palava e Deus, para na hora do medo, agir pela fé, crer no momento que tudo pareça impossível de prosseguir... o Espirito Santo é o nosso instrutor da fé

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.João 14:17


A verdade liberta, mas tem que ter o conhecimento dela, mas infelizmente muitas pessoas ainda no mundo não conhece a Deus, não liga para Jesus, não leem as Escrituras, não se importa com a palavra de Deus, vivem cada um a sua maneira e deixam o medo, as crises, as aflições da vida, encarcerarem suas emoções.

Jesus é a palavra, ele detém todo o poder de nos libertar, fique próximo a Ele, fique próximo da leitura da palavra todos os dias, mantenha sua fé, ande em intimidade com Deus, ore e pratique, aplique a palava de Deus e vença o mundo pela fé, vença o medo pela fé, vença a timidez, a insegurança, a depressão, a enfermidade, é tudo pela fé, pela fé, pela fé, pela fé...

Porque no mundo, uma coisa ruím vai puxando outra, um abismo puxa outro, um pensamento ruín puxa outro, o medo e as situações paralisam nossas forças, mas a fé é quem nos deixa inabalável.


Na vida de Jó, um homem justo e temente a Deus apendeu uma lição importante, o mundo espiritual se levanta contra ele, há uma conspiração, tudo acontece primeiro no lado espiritual, tudo conspira para que ele perca a sua fé

Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.1 Timóteo 1:19

Muitas pessoas naufragaram na vida, sofreram muito em meio há tantos desafios, e morreram sem fé, sem conhecerem as Escrituras e nem o poder de Deus.


E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?Marcos 12:24

Na nossa vida a mesma coisa pode acontecer, Deus e Satanás acompanha nossa vida, o bem e o mal nos observa, eles veem tudo como agimos, como nos sentimos, o que fazemos

Deus permite que situações aconteçam, porque ele nos criou para viver pela fé, crer no impossivel, crer naquilo que ainda não aconteceu, mas vai acontecer conforme acreditamos, nossa fé é provada todos os dias.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Hebreus 11:1

Não perca a sua fé, no momento presente, use e abuse dela, mantenha se preparado para o medo.

Fé é acreditar naquilo que ainda não aconteceu, então pense em coisas boas que ainda vão acontecer


O medo vem, os problemas virão, mantenha seu olhos bem abertos, mantenha sua consciencia preparada para a pratica da palavra de Deus, não desanime facil, não se entregue antes de exercitar a sua fé

A nossa fé é que vence o mundo, tenha bom animo, Jesus disse um dia na terra aos seus dicipulos: “no mundo vocês vão passar por muitas aflições, mas se ficarem firme nas promessas e bençãos do Senhor, vão passar ilesos, por todas as provas e vencer pela fé

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.João 16:33


Medo? Será que ainda posso prosseguir?

Romanos 8:18 - Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

O apóstolo Paulo era realista, consciente, vivia pela fé, acreditava estar sempre fazendo a vontade de Deus, não vivia de confissões positivas, tinha convicção da vida eterna, certeza de estar fazendo o certo, apesar das lutas, perseguições, sofrimentos e medo

Paulo tinha força, coragem, alegria, pois vencia o medo pela fé, era perseverante no seu caminho, sem dúvida, rumo ao alvo que era evangelizar o mundo. Ele tinha uma visão de Deus

O medo sempre tenta se instalar no nosso coração, através de uma tribulação, uma aflição, uma necessidade, uma adversidade, um problema

Pedro teve medo da morte quando negou Jesus, Elias teve medo quando soube que foi ameaçado de morte, tiveram muito medo. Como vimos, Jó teve medo de ficar doente quando viu que tudo estava em ordem na sua vida.


O que pode nos deixar com medo:

sofrimento no tempo presente
·                     todos passam por sofrimento, adversidades, problemas
·                     ouvimos muito sobre isso no mundo atual é só ler o noticiários
·                     não há ausencia de lutas, apesar de sermos mais que vencedores em Cristo Jesus
·                     temos que vencer o medo, as dificuldades, superar as crises existenciais

Paulo passou por naufrágio, perseguição, perigo de morte, com certeza, em vários momentos teve medo, mas lutou até o fim, vencia o medo pela fé, vendo e sentindo a presença de Deus, pois a manifestação do poder de Deus era notável, havia livramento, bons resultados, o evangelho se espalhava e isso era tudo que ele queria e alegrava seus coração

O alvo de Paulo era Cristo, continuar a cumprir a missão de Deus, olhava os resultados lá na frente, não importava as circunstancias, vivia pela fé, fazia o bem hoje, para colher amanhã os melhores resultados


O medo quer nos prender nas circunstancias, ele faz oposição a fé, faz com que a gente só veja coisas ruíns, faz com que a gente reclame da vida, achamos que nada dá certo, muita coisa atrapalha, tudo fica dificil e lá se vai a fé como um naufrágio.

Paulo poderia ter dito, se tivesse desanimado:

assim não dá, onde vou, por onde passo só pedrada, dificuldade em cima de dificuldade, quero fazer a vontade de Deus, evangelizar, amar as pessoas, e só perseguição acontece, decepção, noticias ruins, mas não, a fé de Paulo era maior, pois ele via a gloria de Deus, tinha certeza que seus bons frutos, o deixaria viver na glória, lá na frente, serei recompensado, pois Deus me guardará com paz de Espírito, ninguém me tira a paz e o amor de Deus”

Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas. 2 Coríntios 4:16 -18

Paulo lançava o medo da vida fora, nada o separava do amor de Deus, tudo para ele era leve e momentanea tribulação, passava por cima das aflições, vencendo o medo

Se tudo é passageiro, só a vida com Deus é eterna. O sofrimento passa, a aflição passa, o medo também com certeza passará, mas tem que olhar para o invisivel, a fé vê o que ninguém está vendo, não tema o medo, mas vença o medo pela fé, confie no Senhor, o melhor está por vir, não desanime, ouça a palavra, obedeça, confie em Deus


A IGREJA E A AÇÃO SOCIAL


 
A justificação é um dom de Deus. Cristo é o único instrumento da justificação, pois é importante analisar as Escrituras e ver a do Ministério de Jesus na prática da ação social, sendo o primeiro a assumir responsabilidade social quanto aos pobres.
Em o Novo Testamento o termo grego ptwco,j (ptöchos) ocorre 34 vezes, sendo que 24 vezes somente nos evangelhos. O conceito básico de "pobre" nos evangelhos não se refere somente àqueles que eram economicamente despossuídos, Inclui, em primeiro lugar, os mendigos, sendo que muitos destes eram doentes e aleijados e não tinham outra alternativa senão mendigar. Havia também as viúvas e os órfãos, que dependiam das esmolas de sociedades piedosas e do tesouro do Templo, e devemos incluir ainda nesta lista os operários diaristas não qualificados, os camponeses e os escravos. E os maiores sofrimentos desta classe, além das privações, eram a vergonha e o desprezo (Lc 16:3).
Os pobres dependiam totalmente da caridade de outras pessoas, Albert Nolan  descreve que a palavra "pobre" abrange todos os oprimidos que dependem da misericórdia de outrem.
Jesus não ficou indiferente à pobreza nem mesmo à situação econômica da pessoas. Nos evangelhos sinóticos Jesus disse ao rico que queria herdar a vida eterna: "Vai vende o que tens, dá-o aos pobres" (Mc 10:21, Lc 18:22). Mt 19:21 qualifica esta declaração ao incluir a condição: "se queres ser perfeito". Em Mc 12:41-44 e Lc 21:1-4, Jesus disse que a oferta da viúva pobre, que parecia irrisória, era muito maior do que a oferta dos ricos.
Jesus fala dos pobres em Mt 11:5, nas bem-aventuranças Mt 5:3 e em Lc 6:20. Nenhuma das duas passagens emprega pobre no sentido social geral. A forma expandida de Mateus ressalta o fundo histórico vétero-testamentário e judaico daqueles que, na aflição, confiam somente em Deus (Cf Sl 68:28-29; 32-33; Is 61:1). Em Lucas, as bem-aventuranças se confirmam essencialmente à pobreza, aos pobres, aos que choram, aos famintos, aos odiados, e seguem-se os "ais" contra os ricos.
Jesus se identifica com os pobres nas bem-aventuranças. Os evangelhos sinóticos retratam sua vida. Seu modo de viver não só se identificava com os pobres mas também com o conceito vétero-testamentário da pobreza. Sua vida em si, era um ato de amor, e ao mesmo tempo fez a escolha de se lançar sob os cuidados do Pai. Jesus pertencia a esta classe humilde e não tentou sair dela, pelo contrário trouxe uma nova perspectiva para todos aqueles que se sentem oprimidos. Sua compaixão o tornou diferente de todos os outros (Mt 9:36; 14:14); e esta compaixão é o sentido da parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37).
Nolan faz o seguinte comentário a respeito da compaixão que Jesus sentia:
 
"A palavra "compaixão" é fraca demais para exprimir a emoção que movia Jesus: O verbo grego spagchnizomai, usado em todos esse textos (Mt 9:36; Mc 6:34, Mt 14:14; Lc 7:13; Mt 20:34), é derivado do substantivo splagchnon, que significa intestinos, vísceras, entranhas, ou coração, ou seja, as partes internas das quais parecem surgir as emoções fortes. O verbo grego, portanto, significa movimento ou impulso que brota das próprias entranhas da pessoa, uma reação das tripas."
 
Jesus mostrou um sentimento humano, e este sentimento causou grande impacto sobre as pessoas que eram oprimidas, e a Igreja primitiva vai assumir também este sentimento e vai desenvolver uma evangelização através da ação social.
A igreja primitiva narrada em Atos mostra-nos que os primeiros cristãos compreenderam o significado de serem embaixadores de Cristo, comprometeram-se com a evangelização, proclamaram (kerigma) as boas novas (evangélion) e supririam as necessidades dos irmãos (diakonia). E com esta estratégia alcançaram o mundo conhecido do primeiro século sendo chamados cristãos. (At 11:26), pois ganharam a admiração do povo (At 5:13).
De um modo geral, as igrejas tinham muita compaixão pelas necessidades dos pobres de suas comunidades e de outras também. Na ocasião que Jerusalém sofre perseguição e passa por grande crise social os crentes de Antioquia enviaram para eles suprimentos (At 11:28-29).  Calvino fala que essa gratidão não merecia pequeno louvor, pois os crentes de Antioquia pensavam que deveriam ajudar a irmãos necessitados, de quem haviam recebido o Evangelho. Porquanto nada existe de mais acertado do que aqueles que têm semeado as realidades espirituais, devem colher também coisas terrenas. Visto que qualquer pessoa se inclina para suas próprias necessidades, todos aqueles homens poderiam ter objetado, porém, não o fizeram, mas se preocuparam e os ajudaram.
A igreja  Primitiva aprendeu o ensino de Jesus pelo qual todos são chamados a servir ao próximo. E é neste sentido que eles imitaram a Cristo, pois serviram com liberalidade. O apóstolo Paulo dá um passo decisivo para o avanço missionário mostrando sua concepção social na evangelização. Sua teoria e prática reflete, em primeiro lugar por nações que estão distantes, e necessitam serem alcançadas, e em segundo lugar pelo tratamento que dá aos pobres. Todos seus programas vão derivar destes dois aspectos.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

ERVA DANINHA NO TRIGO


Erva daninha no trigo: a parábola do joio

As parábolas que Jesus ensinou junto ao Mar da Galiléia (Mateus 13, Lucas 8, Marcos 4) destinavam-se a definir o reino de Deus tanto quanto o Sermão do Monte. Mas estas histórias e comparações tinham o efeito oposto sobre aqueles cujo coração tinha sido estupidificado pela religião mundana dos escribas e fariseus. Na escuridão de seu entendimento o reino do céu era ainda mais mistificado (Mateus 13:11-15). A razão é, como Robert F. Capon observou, que as parábolas de Jesus expõem retratos do domínio do céu que reduzem a picadinho as expectativas religiosas do povo. Pessoas "más" são premiadas. Pessoas "boas" são repreendidas. E, "em geral, a idéia de todo o mundo de quem deveria ser o primeiro ou o último leva liberalmente um banho de água fria". (The Parables of the Kingdom, pág. 15).

Mas não há maior mistério nas parábolas do reino do que a quase completa ausência de ênfase na simples providência divina — absoluta ou imediata — o tipo que pareceria inseparável da própria idéia de domínio de Deus. É ainda a crença geral que se Deus, que não é só completamente justo mas também poderoso, estabelecesse um reino, ele só poderia existir onde toda a impiedade fosse destruída. Se o seu é o reino da absoluta justiça, como pode ser dito, em qualquer sentido, que esse reino exista onde a impiedade não somente parece estar presente, mas até prevalece? Esta questão é, realmente, apenas a extensão de um assunto mais fundamental que tem deixado o homem perplexo durante séculos: como pode haver mal num mundo governado por um bom Deus? Para alguns é fácil. Se Deus quer estabelecer seu reino, qual é a necessidade de demora? Ele tem o poder. Por que ele simplesmente não quebra as cabeças, joga fora os canalhas e torna tudo lindo?

E aí há uma segunda questão semelhante que muitos, Trench entre eles, acreditam ser o assunto tratado nesta parábola. Como pode ser real o reino do céu se existe dentro dele todos os tipos de falsidade e hipocrisia?

Ainda que haja considerável controvérsia quanto a qual das questões acima a parábola de Jesus se refere, dificilmente pode haver qualquer dúvida séria de que ela fala de uma ou de outra delas. A história do joio semeado no campo, encontrada apenas em Mateus (13:24-30,36-43), segue imediatamente após a parábola do semeador. Nesta, Jesus já havia insinuado que a justiça (o solo bom) terá de florescer num mundo onde muitos rejeitam o reino de Deus (o solo da beira do caminho) e outros a receberão de modo superficial e infrutífero (solo pedregoso e espinhoso). Na história do joio ele parece recomeçar por onde parou na do semeador, para tornar explícito o que antes fora apenas sugerido. O reino do céu é, na verdade, destinado a crescer e abrir o seu caminho no coração de um mundo onde o mal não é somente muito vivo e ativo, mas continuará a sê-lo até que esse mundo acabe. Para dizer o mínimo, esta é uma surpresa, e para muitos, um choque incrível. Está pelo menos 180 graus defasado da idéia de muitas pessoas sobre o reino do céu. Para elas, o reino do céu não terá vindo até que toda a impiedade seja destruída. O reino tem que vir pelo paradoxo que Lutero chamou "o poder da mão esquerda" de Deus: dando para ganhar, perdendo para vencer, morrendo para viver.

"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio" (Mateus 13:24-26).

Nossa reação imediata a esta parábola poderia ser, "Que tipo de fazendeiro é este, descuidado de manter as ervas fora de seu campo, dormindo quando deveria ter estado alerta?" Mas o fazendeiro desta parábola não é um homem negligente que não fez nenhum esforço para manter seu campo livre de ervas, passando seus dias dormindo quando deveria ter sido consciencioso. Seu trigal é forte. Ele dormiu somente quando os trabalhadores dedicados dormem: de noite. O problema é que ele tem um inimigo que não se deterá diante de nada para destruir aquilo em que ele não teve parte nem interesse em plantar. As ervas não são descobertas mais cedo porque elas não são esperadas e porque as ervas semeadas são tão parecidas com o trigo quando brotam que o seu disfarce não foi descoberto enquanto não começaram a pôr a cabeça de fora. O joio (em grego zizanion, especificamente cizânia, Lolium Temulentum), era uma gramínea anual que parecia muito com trigo até que amadurecesse. Arndt e Gingrich definem-no como "cizânia, capim-cevadinha, uma erva perturbadora nos trigais, parecida com trigo" (pág. 340). Thayer diz que é "um tipo de cizânia, trigo bastardo, parecendo trigo, exceto que seus grãos são pretos" (pág. 272).
Então por que essas ervas perturbadoras não seriam removidas imediatamente? Não porque não estivessem sugando o solo, e desafiando o trigo por nutrimento, e não porque não fossem agora facilmente identificáveis, mas porque qualquer esforço para erradicar as ervas, agora crescidas e enraizadas seguramente e misturadas com o trigo, arrancaria também o trigo. Esperem, o fazendeiro disse aos seus servos, "até a colheita".

A CEIA DO SENHOR


CEIA DO SENHOR

A CEIA DO SENHOR é a renovação da ALIANÇA DO CORPO DE CRISTO - É O CONCERTO
que Jesus determinou para seu CORPO - A IGREJA.

(1CO 11:26) "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este
cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha."
(1CO 11:27) "Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do
Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor."
(1CO 11:28) "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e
beba deste cálice."
(1CO 11:29) "Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua
própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR."
(1CO 11:30) "Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos
que dormem."
(1CO 11:31) "Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos
julgados."
(1CO 11:32) "Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor,
para não sermos condenados com o mundo."

Veja que na CEIA ( CONCERTO DO CORPO ), o verdadeiro CRISTÃO tem quatro
alternativas:

1- participar da CEIA sem discernir o que está fazendo, sem se examinar, e
chamar para si juízo ( mão de Deus ) 1CO 11:30) "Por causa disto há entre
vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem."

dormem fisicamente ( literalmente morrem ) ou dorme espiritualmente ( não
estão acordados para a presença de Deus em suas vidas )

2 - examinar e não participar da CEIA, não nos julgarmos ( não concertar ) e
receber a disciplina de DEUS (1CO 11:31) "Porque, se nós nos julgássemos a
nós mesmos, não seríamos julgados." (1CO 11:32) "Mas, quando somos julgados,
somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."

Veja que não são poucos cristãos e até obreiros que usam desta fuga da
presença do Senhor, se ausentando da Ceia, viajando, indo pregar em outra
localidade, o que é muito grave.

4 - examinar-se E CONCERTAR sua vida, PARTICIPANDO DA CEIA DIGNAMENTE.

Este é o verdadeiro propósito da CEIA = CONCERTO DO CORPO



Diante deste ensinamento do Apostolo Paulo aos Corintos, quem pode
participar da CEIA, somente os CRENTES, os SALVOS e BATIZADOS = os que
pertencem ao CORPO DE CRISTO = fazem parte da IGREJA DO SENHOR JESUS

Então concluo que crianças e não batizados e não pertencentes ao CORPO, NÃO
PODEM PARTICIPAR DA CEIA ( CONCERTO DA IGREJA - DO CORPO DE CRISTO )

Espero ter ajudado, pois é um assunto que Deus abriu meus olhos.

Deus me esclareceu o porque de CRENTES doentes ( participar da CEIA
indignamente )(1Co 11:27-30 )

o porque de tantos problemas e retaliações ( disciplina do Senhor por não
termos nos julgado (1Co 11:31-32)

Vejo a ceia como a maior e mais importante tarefa que Jesus nos deixou para
resgatar a humanidade, como IGREJA = CORPO

Veja em apocalipse 3:20 "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a
minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele
comigo."

Veja que aquele que ouvir a voz....e com ele cearei e ele comigo...

Entendo aqui DUAS CEIAS: a primeira de 1Co 11, a da IGREJA = CORPO =
CONCERTO, e a segunda das BODAS DO CORDEIRO Ap 19:7 e 19:9, a recompensa
para aqueles que acreditaram e OBEDECERAM....



O BATISMO


BATISMO

Batismo : Palavras gregas : Baptizo, báptisma e Baptismos.
                   Significa: Purificação cerimonial.

Igreja Primitiva -      A prática do Batismo para a igreja cristã está contribuindo agora na continuidade da história do cristianismo e, na compreensão de Deus.

O rito de lavar com água simbolizando a purificação religiosa ou a consagração a Deus era usado pelos israelitas com muita freqüência , conforme as prescrições legais que se encontram em Êxodo: 19:4 ; 30:20 ; 40:12 – Levíticos: 16:26 e 28 ; 17:15 – Números: 19:8.

O BATISMO é a aplicação de água mediante imersão, derramamento ou aspersão com certa variedade de propósitos pré-determinados como um rito de iniciação, como um ato de purificação cerimonial, como um sinal de identificação com a comunidade, como suposto elemento dos requisitos que levam ao perdão dos pecados, e, portanto, da salvação ( isto é, quando o batismo é encarado como Sacramento ) ou como um  símbolo de união com Cristo no intuito de obedecer ao seu Evangelho e aos seus Mandamentos.

Mateus: 21: 25 – 26 -           O BATISMO DE JÕAO simbolizava  e falava especialmente de ARREPENDIMENTO, do qual todos necessitam, também deixou subentendido que a verdadeira autoridade vem de Deus, e que as CERIMÔNIAS HUMANAS não conferem autoridade alguma, deixou claro que a verdadeira  religião e espiritualidade são algo superior, que tem sua origem nos céus, e não na terra. A ÁGUA DO BATISMO não tem em si mesma o poder para lavar os pecados.

                                               João chamava-os ao arrependimento e à renovação espiritual. Pregava que em breve viria o Reino de Deus e a necessidade dos homens preparar-se para o mesmo ( Mat. 3:1 ).  Também surgiu como precursor do Messias e o arrependimento era atitude necessária , e era simbolizada pelo batismo em água, representando a purificação da vida anterior pecaminosa. ( Enquanto a pessoa se imergia na água, trechos da lei eram lidos, dando a entender que ele tencionava fazer da lei o guia da nova vida na qual a pessoa estava entrando ).

                                               A idéia principal do batismo na igreja primitiva, segundo o Novo Testamento, era de participação no triunfo de Cristo sobre satanás e sua hostes através do Dom do Espírito Santo. Nessa idéia, estavam emcrustados numerosos conceitos – Morte e Ressurreição com Cristo, Perdão dos Pecados passados, Iluminação e Regeneração , o Novo Nascimento, sem afirmar, explicitamente, os Pais da Igreja entenderam que no batismo, a pessoa passa a ser membro do Corpo de CRISTO, a Igreja.

AS ORDENANÇAS DA IGREJA


A essência do cristianismo é o contato direto do homem com Deus por meio do Espírito Santo.  Não obstante há duas cerimônias que são essenciais por serem divinamente ordenadas : O BATISMO NAS ÁGUAS e a CEIA DO SENHOR, são descritas como SACRAMENTO, literalmente – Coisas Sagradas. (Significa : pacto, aliança, concerto ).



O BATISMO nas águas é o rito do INGRESSO NA IGREJA CRISTÃ e simboliza o COMEÇO DA VIDA ESPIRITUAL .  A CEIA do Senhor é o rito de COMUNHÃO E SIGNIFICA A CONTINUAÇÃO DA VIDA ESPIRITUAL.

                 BATISMO                                              CEIA DO SENHOR


1º) -     Fé em Cristo                                      1º) -     Comunhão com Cristo
2º) -     Administrado somente uma vez        2º) -     Administrado freqüentemente  deve ser
( apenas no começo da Vida Espiritual )                   alimentada.     ( vida espiritual deve ser 
                                                                                   alimentada )

Mateus: 3:13-17        -           BATISMO DE JESUS       

                                               Está aqui em vista o batismo que Jesus recebeu, administrado por João Batista. Vários significados têm sido conferidos a esse acontecimento, a saber:   
           
1º)       -           Ele foi feito pecado por nós e assim teria que tomar a posição de pecador 
necessitando do batismo de arrependimento.

2º)       -           Jesus fez isso para justificar e valorizar a mensagem de João. É possível que
isso tenha feito parte de suas razões.

3º)       -           Outros pensam que Cristo foi batizado para instituir o Batismo como um rito
de SUA IGREJA.

4º)       -           Outros  pensam  que  Jesus  foi batizado para dar exemplo da necessidade do
batismo ao povo.

5º)       -           O batismo de Jesus marca a unção e a aprovação de Jesus da parte do Pai tal
como no caso dos sacerdotes do Antigo Testamento. 
Isso aprovou o ministério de Jesus à semelhança daqueles sacerdotes
( Ex. 29: 4- 7 ).

 









BENEFÍCIOS ESPIRITUAIS DO BATISMO


-                      Remissão dos pecados ( Atos: 22:16  -  Hebreus: 10:22 )
-                      Regeneração ou novo nascimento ( Tito : 3:5-6 – João: 3:5 )
-                      O viver segundo Cristo ( Gálatas: 3:27 )
-                      União com Cristo, na sua morte, sepultamento e ressurreição
( Marcos 16:16 e João 3:5 )

O MODO:      A palavra “ Batizar ”, usada em Mateus  28:19-20, significa literalmente MERGULHAR ou IMERGIR. Essa interpretação é confirmada por eruditos da língua grega e pelos historiadores da Igreja. Todos admitem que a IMERSÃO era o modo primitivo de se batizar. Para o Judeu, significava a conversão dum Pagão ao Judaísmo.
                       
                        O CONVERTIDO estava de pé na água, até o pescoço, enquanto era lida a lei, depois da qual, ele mesmo se SUBMERGIA debaixo da água, como um sinal de que fora purificado das contaminações do Paganismo e que começara uma NOVA VIDA como membro do Povo da Aliança.

DE ONDE VEIO, ENTÃO A PRÁTICA DE ASPERSÃO E DE DERRAMAR A ÁGUA  ?

1º)       -           Influências das idéias pagãs.
2º)       -           Atribuição de uma importância anti-bíblica ao batismo nas águas:
Regeneração.
3º)       -           Administrada, então aos enfermos e moribundos.
4º)       -           Falta da quantidade de água para imersão.

Não obstante, o modo bíblico e original é IMERSÃO, o qual corresponde ao SIGNIFICADO SIMBÓLICO DO BATISMO, a saber: MORTE, SEPULTURA e RESSURREIÇÃO ( Romanos: 6:1-4 ).

O SIMBOLISMO

Por seu simbolismo, o batismo na água é tão maravilhoso como belo. Simboliza a Morte, Sepultamento e Ressurreição de Cristo e do CRENTE que está em comunhão com Ele.
Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo; para que,    
   como Cristo  foi  ressuscitado  dentre os mortos pela glória do Pai,
   assim também andemos nós com Ele na semelhança da sua morte, 
   certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição .”
                           ( Romanos: 6:4 –5 )
                       
                        “ Tendo   sido  sepultado   juntamente  com   Ele  no  batismo,  no  qual
    igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o
    ressuscitou dentre os mortos.” ( Colossenses: 2:12 ).

Se queremos ser fiéis a Cristo devemos fazer exatamente o que diz sua palavra, e não adotar nenhuma forma estranha.  Como ato de lealdade ao Senhor devemos cumprir as ordenanças tais como nos foram entregues pelos apóstolos.

Mateus: 28:19 “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”
Atos: 2:38       “ .........cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo.”

Declaração afirmando que recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor e Cristo.  A tradução literal de Atos: 2:38 é “ Seja batizado sobre o nome de Jesus Cristo.    Isto significa que os Judeus haviam de repousar sua esperança e confiança em Sua autoridade messiânica.   Todos que sinceramente se arrependem de seus pecados e exercitam uma fé VIVA no Senhor Jesus são ELEGÍVEIS para o batismo.

A DESCIDA do converso às águas – Transmite o testemunho da morte de Cristo efetuada.
A SUBMERSÃO do convertido às águas fala de morte retificada ou seja, o Sepultamento.
A EXPERIÊNCIA ocorre com o próprio convertido, faz que ele se IDENTIFIQUE espiritualmente com Cristo; ao ser IMERSO, testemunha que, assim como Cristo morreu para o mundo e para o pecado. Quando sai das águas testemunha que, assim como Cristo ressuscitou para uma nova vida, também ele ressuscita para uma nova vida de justiça.

O batismo nas águas simboliza a purificação dos pecados de outrora ( Tito: 3:5 )

Tal como a água lava o copo, limpando-o, Deus, pelo ESPÍRITO SANTO, purifica-nos pela nossa identificação com a morte de Cristo . “ Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados...”  ( Atos: 22:16 ).

Gálatas: 3:27             -          “....... porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de
            Cristo vos revestistes.”  O batismo nas águas significa que o 
            convertido, pela fé, revestiu-se do caráter de Cristo.  Pelo rito
            do batismo confessa publicamente sua identificação com o
            Reino do seu Senhor.


CONCLUSÃO:        A vitória de Cristo, e portanto o batismo, tem implicações muito mais profundas pois, na verdade, reverteu a obra de satanás o qual tinha separado as pessoas de Deus colocando-as sob seu controle.  Ao passo que satanás leva as pessoas ao pecado tentando usurpar o lugar de Deus em suas vidas, Cristo, em sua morte, venceu o pecado por nós.  

Enquanto  o  pecado resulta em morte, a vitória de Cristo traz vida.
Se após o pecado de Adão sobreveio uma pesada nuvem de cegueira espiritual, após a morte e ressurreição de Cristo a luz brilhou novamente.   Ao passo que como resultado do pecado de Adão o ser humano passou a ser Mortal, como resultado da obediência de Cristo ao Pai, o ser humano passou a ser Imortal.

 Nilton Bernini 

CURIOSIDADES SOBRE A CEIA DO SENHOR


As sobras dos elementos da Ceia do Senhor

         Os diáconos são encarregados da preparação antecipada da Ceia do Senhor. Esta é uma honra que estes servos de Deus têm diante da igreja local. Devem zelar para que os elementos sejam apropriados tanto em qualidade, como o corte do pão e a distribuição do cálice, e ainda a disposição na mesa. 
Todavia, após o término do culto, eles são responsáveis pelas sobras dos elementos da Ceia. A pergunta é: o que fazer dos elementos que sobraram?

         Não há uma prescrição clara quanto a este assunto. Nos Princípios de Liturgia[1] [capítulo VII - Administração da Ceia do Senhor] lemos que no art.17 “os elementos da Santa Ceia são pão e vinho, devendo o Conselho zelar pela boa qualidade desses elementos.” Isto significa apenas que o Conselho supervisiona o preparo e uso dos elementos para que sejam corretamente escolhidos com qualidade. Não há menção quanto às sobras.
         É quase impossível estabelecer uma regra absoluta quanto ao assunto. Devemos nos orientar por um princípio geral, isto é, que o preparo, o manuseio, e o eliminar dos elementos devem evitar qualquer superstição, erro doutrinário, ou a prática da veneração do pão e do cálice, antes, durante ou após a celebração da Ceia do Senhor, atribuindo-lhes algum poder inerente, ou valor permanente. A Confissão de Fé de Westminster declara que
Os elementos exteriores deste sacramento, devidamente consagrados aos usos ordenados por Cristo, têm tal relação com o Cristo Crucificado, que, verdadeiramente, embora só num sentido sacramental, são às vezes chamados pelos nomes das coisas que representam, a saber, o corpo e o sangue de Cristo; se bem que, em substância e natureza, conservam-se verdadeiro e somente pão e vinho, como eram antes.[2]

Há diferentes práticas adotadas pelas igrejas evangélicas:
1.       Muitos guardam as sobras, tanto do pão como do cálice, para a próxima realização da Ceia. O problema é que quando a celebração seguinte demora, ou sendo realizada mensalmente, os elementos podem não ter a mesma qualidade, por causa da fermentação, decomposição, ou até mesmo por serem inaproveitáveis por causa da sua inadequada preservação.
2.       Em alguns casos há diáconos que após o culto, enterram
as sobras do pão e do cálice. Mas, isto apenas aumenta a ignorância e
piora o misticismo irracional que, diga-se de passagem, é uma herança do
catolicismo romano.
3.       Há aqueles que jogam no lixo as sobras da Ceia. O fato de se jogar fora pode ser por não querer aproveitar os elementos, porque uma vez cortados não é possível aproveita-los para uma refeição posterior. Mas, corre-se o risco fazê-lo pelo mesmo motivo daqueles que preferem enterrar.

 Esta confusão é desnecessária, mas ofende a consciência de alguns amados e sinceros irmãos que não foram corretamente instruídos sobre a natureza da Ceia do Senhor. Eis alguns motivos desta comum confusão:
1.       Por serem instruídos sem base nas Escrituras a divinizar o pão e o
cálice
inconscientes da heresia que estão praticando.
2.       Por esquecerem que o pão e cálice são meros símbolos, e que não
há nenhuma mutação essencial nos elementos. Apenas a presença
espiritual manifesta-se durante a Ceia nos alimentando com graça (por isso,
é um meio de graça). Os elementos da Ceia não se tornam (transubstanciação), nem contém (consubstanciação) o corpo físico de Cristo. Embora separados do uso comum, continuam sendo o que sempre foram, o pão e cálice; não sofrem nenhuma mutação substancial, mas apenas representam uma realidade espiritual presente durante a correta celebração da Ceia. Cristo está presente espiritual e não fisicamente.
3.       Por confundirem que o importante na Ceia são as palavras, o ato, e o
momento da celebração da comunhão
nada acrescentando, nem permanecendo nos elementos de modo que devem ser considerados como objetos de veneração.

Algumas recomendações pastorais sobre "as sobras da Ceia":
1.      Não alimente o sentimento pelos elementos como se eles fossem o próprio Cristo! Não podemos cair no sutil erro da idolatria como o fazem os romanistas.
2.      No manuseio dos elementos não os vulgarize. Este é o outro extremo, também praticado por ignorância. Não devemos brincar com aquilo que é sério. O símbolo [pão e vinho] mesmo quando não usado na Ceia não deve ser banalizado, se separado para este fim.
3.      Não há nenhum problema em se comer as sobras do pão e beber
resto do cálice, porque após o término do culto, eles se limitam a ser
apenas o que sempre foram, pão e vinho, porque após a celebração
perderam o seu significado e eficácia espiritual como meio de graça.
4.      Se os diáconos resolverem dar as sobras dos elementos para as
crianças (o que acontece em alguns lugares), deve-se inevitavelmente, com clareza, ensina-las que aquilo que elas estão comendo não é a Ceia do
Senhor
(nem permiti-las brincar de Santa Ceia), mas apenas as sobras do pão e do cálice. Isto deve ser feito, de modo que, seja evitado escândalos, uma concepção errada, e a confusão na mente dos infantes que ainda não possuem discernimento da seriedade da Ceia do Senhor.

A minha real preocupação com este artigo não é com as sobras dos elementos da Ceia, mas com o pressuposto teológico. A crença modela o comportamento. Então, não é apenas durante a Ceia que manifestamos a nossa convicção de fé, mas após o seu término quando vamos nos desfazer das sobras dos elementos. Infelizmente, um expressivo número de igrejas locais são absurdamente incoerentes quanto a este assunto! Mesmo aqueles que durante a Ceia confessam que ela é apenas um mero memorial (zwinglianos), ou, ainda outros que crêem que embora sendo um símbolo representa o corpo e o sangue, a presença de Cristo é somente espiritual, e não física (calvinistas); entretanto, após a Ceia acabam por negar o seu credo com ransos do romanismo. Com isto, não somente negamos a nossa doutrina na prática, mas desonramos o ensino do nosso Senhor.

 Ewerton B. Tokashiki



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