quinta-feira, 20 de agosto de 2020

MANUAL DO EVANGELISMO


Manual de Evangelismo   

           
Se puderes, salva os condenados à morte; ajuda os que são levados para o suplício. Provérbios 24:11.
INTRODUÇÃO
A cada dia que passa nos convencemos ainda mais de que carecemos de conhecer melhor o Livro de Deus. A Bíblia Sagrada.
Os incríveis avanços da tecnologia e o desmesurado progresso da ciência como que desanimando a muitos filhos de Deus na tarefa de investigar o Santo Livro, como se ocorresse perigo de sermos superados pelos acontecimentos em relação ao conteúdo da Escritura Sagrada.
Na verdade, nada mais puril e incerto. A Bíblia deve ser lida, estudada, pesquisada, amada, conferida e pregada com todo o ardor possível. Firmada neste imperativo para o cristão é que esboçamos algumas diretrizes bíblicas, para a Igreja do Senhor, no que diz respeito à sua tarefa sublime na terra – evangelizar.
Nos esboços que se seguem não houve superior ou obcecada preocupação de tecnismo.
Não são esboços artificialmente produzidos. Trata-se de métodos já experimentado e aprovado pelo Senhor da Seara e da Igreja. Cremos e esperamos que há de ser de valia e interesse para fiéis servos do Senhor que o usarão.
O ardente anelo do nosso coração é que esta despretensiosa coleção de estudos seja uma excelente ajuda na maravilhosa tarefa de Evangelização. Visto, evangelizar o mundo; referir-se à mais sublime missão que está reservada à Igreja do Senhor aqui na Terra.
I – PORQUE A IGREJA DEVE EVANGELIZAR
Entre tantas outras razões, o crente deve evangelizar devido:
1- Ao grande propósito da vida do Senhor Jesus (Jo 3:16)
2- À importância do trabalho a nós confiado (II Co 5:18-20)
1- Um mandamento que o Senhor nos deu (Mt 28:19,20; Mc 16:15-18)
2- Uma obrigação de todo salvo (I Co 9:16)
3- Um dever de todo cristão (II Tm 7:1,2)
4- Um privilégio de cada salvo (Mt 10:32)
5- Uma responsabilidade de cada crente (I Tm 2:4)
6- Um desafio para o ganhador de almas (Sl 126:5,6; At 13:8,12; 17:32-34)
7- Uma prova de que temos a natureza de Deus (I Jo 4:8; Jo 4:34; 10:15,16)
8- Uma dívida de todo cristão (Rm 1:14,15; 13:8)
9- Um sinal de que somos salvos (Jo 4:39; Lc 19:8,9; Jo 1:39-43)
10- Uma necessidade do batismo com o Espírito Santo (At 1:8; 2;1-4)
11- A confiança fora o crescimento da Igreja (Rm 10:14,17s; Ez 37:1-11)
3- Ao fato de que somente o Evangelho de Cristo tem poder para a salvação do mundo (Rm 1:16; I Co 2:2; Hb 4:12; II Tm 1:10; Ef 1:13; I Rs 15:1,2)
4- À situação espiritual dos perdidos (At 16:9; I Jo 5:19; II Co 4:4; Jo 14:30; 16:11; II Tm 2:26; Ef 2:2,3; Rm 1:24,26,28-31)
Observação
A situação do pecador é tão crítica, que, biblicamente, podemos apresentá-los das seguintes maneiras:
a) Com a Bíblia na mão, sem entendê-la, e esperando que alguém ensine (At 8:31; I Jo 2:20,21).
b) Com fome, sem Ter o que comer, esperando de alguém o pão espiritual (Mc 6:35-37; Jo 6:35).
c) Caído na estrada, como morto, esperando que alguém o ajude (Rm 3:23; Lc 10:30-35).
d) No charco de lodo, sem poder sair, esperando que alguém o retire (Sl 40:2; II Tm 2:26; Jo 8:34; Sl 40:2; Cl 1:13; I Pe 2:9).
e) Levado pela matança, sem poder sair, esperando que alguém o livre (Pv 24:11,12).
f) Sem refúgio esperando alguém cuidar da sua alma (Sl 142:4).
5- Ao fato de que o mundo é uma seara madura para a colheita (Jo 4:35; Mt 9:37; Jl 3:13).
6- Ao fato de que a salvação é um banquete para todos os homens (Êx 5:1; Sl 23:5; Lc 14:21,22; 15: 24,25).
7- À situação crítica mundial (Tm 3:13)
a) Crises (diversas)
b) Doenças
8- À liberdade total para pregar o evangelho (At 28:31)
Analisando estas razões concluímos que, termos de pregar o evangelho significa:
- Arrancar almas do fogo da condenação (Jd 23);
- Arrancar as almas da boca do leão (Salomão – Am 3:12);
- Jogar o salva-vidas divino para o náufrago no mar da perdição (Cl 1:13);
- Despertar os que estão prestes a cair no abismo da condenação (Ef 5:14; II Tm 2:23);
- Mostrar a doença, mas apontar o remédio (Nm 21:4-9);
- Mostrar a nudez espiritual do pecador, mas indicar-lhe a que veste a alma (Lc 8:27-35).
O mundo jaz no maligno (I Jo 5:19). Com a entrada do pecado, Satanás tornou-se o deus deste século (II Co 4:4) e o príncipe deste mundo (Jo 14:30). O pecador está preso nos braços do diabo, e é dominado pelo príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Dominado por Satanás, o pecador está entregue a toda sorte de práticas desagradáveis aos olhos de Deus.
É devido a essa situação caótica em que se encontram os pecadores, que o Senhor, que não pode suportar o mal, já tem determinado o castigo dos que recusarem a receber a graça de Deus. Porém os que crêem são libertados dessa geração perversa, e passam a ser propriedades de Deus, pois foram comprados do mundo com o Sangue de Jesus (Ap 5:9), e assim podem viver "...neste presente século uma vida sóbria, e justa e piamente; aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2:12,13) o qual nos levará deste mundo para sua gloriosa mansão, nos céus (Jo 14:1-3).
Porém, para que a promoção do reino de Deus seja feita, é necessário que cumpra-se o propósito de Jesus, em comissionar a Igreja, para tal tarefa: "Ide e fazei discípulos" (Mt 28:18-20).
II – COMO EVANGELIZAR
Se observarmos na Bíblia, como começar a tarefa de evangelização, podemos enumerar várias maneiras de alcançar as almas. Porém, sintetizando-as, podemos alcançar as almas da seguinte maneira:
1- Utilizando métodos específicos
a) Método direto (At 8:30-35; Mt 16:13,15; 21:40)
b) Método indireto (At 3:1-26; 17:15-34)
c) Método da literatura
d) Métodos diversos (Jo 3:1-21)
2- Apresentando a mensagem de maneira apropriada
a) Aproximar-se das pessoas no plano que se encontram
b) Ser atencioso (Jo 4:18)
c) Usar o tato (I Co 9:19-22)
d) Falar com convicção (At 27:25; II Tm 1:12; Jo 9:25)
e) Nunca discutir (II Tm 2:24,25)
f) Ser positivo (At 16:31)
g) Usar sabedoria (Pv 11:30; Dn 12:3)
- Devemos usar a sabedoria divina:
· Na aproximação das pessoas (Rm 10:8,9)
· Nas palavras a pronunciar (Mt 10:16)
· Nos métodos a utilizar (Tg 1:5,6)
h) Dar ênfase ao Senhor e nunca à Igreja (At 9:12; Jo 14:6)
i) Ter conhecimento da Palavra de Deus (II Tm 2:15; 3:15)
j) Ter vida vitoriosa (Rm 12:1,2; I Jo 5:4; Gl 2:20)
k) Fazer diagnóstico e aplicar o remédio Mc 10:17-21)
l) Ter perseverança (Ec 11:6; Tg 5:6)
m) Depender totalmente do Espírito Santo (At 1:8)
n) Enfatizar a maior necessidade (Jo 3:1-3,5)
3- Cooperando de diversas maneiras
a) Orando (Ef 6:19; Cl 4:3; II Ts 3:1)
b) Contribuindo (II Co 9:6-11; I Co 9:7-14; Ml 3:10)
c) Propagando este trabalho
d) Incentivando os que já fazem este trabalho (II Tm 4:5)
e) Incentivando os que não fazem a fazerem este trabalho (I Pe 2:9)
f) Elaborando e selecionando literatura apropriada (I Co 7:7; I Pe 4:10)
g) Traduzindo línguas e dialetos (Mc 13:10; Mt 9:35; Mc 16:15).
III – ONDE EVANGELIZAR
Disse Jesus "... ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (At 1:8). Com base neste texto bíblico, podemos identificar e situar o campo do ganhador de almas nos seguintes lugares:
1- Para o crente em particular – "Jerusalém"
a) A casa onde reside Evangelização de familiares
b) A rua onde mora Evangelização de vizinhos
c) O transporte que utiliza Evangelização de passageiros
d) O local onde trabalha Evangelização de companheiros
e) A escola onde estuda Evangelização de colegas
f) O local onde faz suas compras Evangelização de conhecidos
g) O templo onde congrega Evangelização de visitantes
h) As visitas que faz Evangelização de parentes, colegas...
2- Para a Igreja local- "Jerusalém, Judéia e Samaria"
a) O bairro onde se localiza
b) A cidade onde se situa
c) Os locais circunvizinhos
d) Os locais de aglomeração
e) Os estabelecimentos de ensino
f) As casas de saúde
g) Os locais de diversão
h) Presídios e casas de detenção
i) Religiões e seitas
j) Grupos étnicos diversos
k) Os desviados
l) Os grupos abastados
m) Áreas carentes de nossa pátria
3- Para a Igreja universal – "Confins da terra"
a) Todo o mundo (Mc 16:15)
b) Todas as nações (Mt 28:19)
c) Toda a criatura (Mc 16:15)
d) Todas as gentes e raças (Mc 13:10)
e) Todas as aldeias (Mt 9:35)
f) Em todo o lugar (At 17:30)
g) Confins da terra (At 1:8)
4- Resumindo, o crente pode ganhar almas
a) Em sua casa (I Tm 5:8)
b) Entre familiares (Lc 8:39)
c) Entre colegas (Jo 1:41-45)
d) Nas conduções (At 8:27,31)
e) Nas praças (At 17:17)
f) De casa em casa (At 20:20)
g) Em todo lugar (At 17:30)
O campo do ganhador de almas é o mundo (Jo 4:35; Lc 8:4-15).
Cristo ordenou "Erguei os olhos e vedes os campos". Dar uma rápida olhada nos "Campos" dos mais de dois e meio bilhões de pessoas não alcançadas é assustador.
A simples matemática envolvida leva-nos a concluir que não é suficiente apenas ir a um campo missionário, ou enviar alguma outra pessoa, nem mesmo é suficiente ir a um campo missionário e dar início a umas poucas Igrejas. A obediência à Grande Comissão implica que temos que enviar aqueles que dão início a um grande trabalho e que crescerão e multiplicarão normalmente, e assim por diante, até que se alcance grandes áreas populacionais. Não há nenhuma outra maneira em que podemos obedecer a Cristo, em como e onde evangelizar.
Cristo ordena observação cuidadosa dos campos. Paulo sabia muito bem qual era sua própria "esfera" de ministério (II Co 10:12-16). Sabia que tipo de Igreja desejava fundar e onde desejava fundá-las. Possuía uma idéia clara acerca do seu próprio ministério (responsabilidade para com sua missão com Deus). Assim deve ser cada cristão, na obra da Evangelização do mundo.
IV – QUEM PODE EVANGELIZAR
1- Anjos não podem (I Pe 1:12; Hb 1:14)
2- Todos os salvos, obreiros ou não, foram chamados para esse trabalho
a) obreiros – I Co 9:19-22; At 10:34,35; 7:1-60; 8:4-13
b) Crentes em geral – At 8:1-4; 11:19-21
3- Fomos chamados para essa tarefa (I Pe 2:9; Jo 15:16; Sl 126:6)
- A tarefa de evangelizar é:
Importante (Pv 24:11)
Sublime (Mt 4:19)
Espiritual (II Co 5:20; At 28:31)
Urgente (Jo 9:4)
4- Somente o cristão poderá fazer esta obra (Mt 10:8; Lc 9:13)
- O salvo tem plena condição de pregar, pois está experimentando diariamente o efeito da salvação da sua alma no tríplice aspecto apresentado pela Bíblia:
Salvação no passado (Rm 6:23)
Salvação no presente (Rm 6:14)
Salvação no futuro (I Co 15:52-54)
5- O amor de Cristo constrange o cristão a ganhar almas (Jo 3:16; I Jo 3:1; Ap 1:5; Rm 5:9; At 5:41; 21:13)
Só a Igreja do Senhor, que é constituída do seu corpo, é quem pode reagir a tarefa da Evangelização. E cada membro desse corpo é responsável pela triste situação do mundo, que desconhece a convicção do senhorio de Cristo como Salvador e Libertador da humanidade, sendo o único mediador entre Deus e o homem.
Que a Igreja, em cada cristão, possa através do poder de Cristo Jesus, assumir sua posição da Grande Comissão, nestes últimos dias, na terra, conscientes da sua responsabilidade e para com o Reino de Deus.
V – QUALIFICAÇÕES PARA QUEM VAI EVANGELIZAR
Mencionamos algumas das condições necessárias para ser um próspero ganhador de almas:
1- Ser convertido (Lc 22:32; At 16:21)
2- Ter bom testemunho (I Tm 3:7)
3- Ter conhecimento pessoal do Salvador (Jo 3:11; At 22:15)
4- Ter ardente amor pelas almas (I Co 9:21)
Consideramos:
a) O amor no coração de Deus (Jo 3:16)
b) O amor no coração de Jesus (Mt 9:36)
c) O amor no coração dos apóstolos (At 20:23; 21:13; Rm 9:13; 10:1)
d) O amor no coração dos diáconos (At 8:5; 7:50,60)
e) O amor no coração da igreja (At 8:4; 11:19)
f) O amor no coração de alguns servos de Deuis, na história:
Henrique Martugn – "Agora deixem-me consumir por Deus".
Whitefield – "Se não queres dar-me almas, retira a minha".
Hyde – "Pai, d[ame estas almas ou eu morro".
5- Ter profundo amor a Jesus (At 21:13; 5:41; II Co 5:11-14)
6- Ter conhecimento da palavra de Deus (II Tm 2:15; At 8:35)
7- Ter convicção da salvação (Rm 8:16: Jo 6:69)
8- Ser cheio do Espírito Santo (Zc 4:6)
O Espírito Santo capacita o cristão (Jo 16:8-11)
O Espírito Santo prepara o cristão (Jo 16:13; Lc 12:12; Jo 12:26; Rm 8:26; II Co 3:5,6)
O Espírito Santo dirige o cristão (At 5:32; 8:28,29,35; 10:19)
9- Viver o que prega (Rm 2:21,22)
10- Ser irrepreensível para não ficar reprovado (I Co 9:25-27; Is 52:11)
11- Ser exemplo para ganhar almas sem pregar (I Pe 3:1,2) – Eliseu (II Re 4:9), Abraão (Gn 23:6).
12- Ser um vaso santificado (II Tm 2:21; I Ts 4:4; Sl 51:7,10,13; Is 52:11; Ef 4:1)
13- Ter a palavra de Deus no coração (Mt 12:34; Lc 6:45; Rm 10:8)
14- Ter sabedoria (Rm 11:30; Dn 12:3)
15- Ser crente de oração (Lc 18:1; Mt 26:41)
Quando um crente vive uma vida de acordo com os padrões bíblicos, o seu trabalho tem êxito. Pois, os padrões bíblicos qualificam o crente, fazendo dele um cristão, pronto para atender o apelo da Grande Comissão – que é obedecer a Cristo, na evangelização do mundo.
VI – QUANDO EVANGELIZAR
A Bíblia diz que "... há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3:1); mas, quando se trata de ganhar almas o cristão deve testificar:
1- Agora (II Co 6:6)
2- Tempo e fora de tempo (II Tm 4:2)
3- Quer ouçam quer deixem de ouvir (At 7:54,56; 7:57)
4- De madrugada (Mt 20:1)
5- De manhã (hora terceira – 9 horas) (Mt 20:3)
6- Na hora do almoço (hora sexta e nona – 12 e 15 horas) (Mt 20:5)
7- À tarde (hora undécima – 17 horas) (Mt 20:6)
8- À noite (At 16:31,33)
9- Hoje (Hb 3:15; II Co 6:2)
10- Enquanto é dia (Ec 11:4; Jo 9:4)
O cristão deve utilizar de todo o tempo, na tarefa da evangelização lembrando sempre que: a vida humana é de uma brevidade inimaginária (Sl 90:10-12; Ec 12:1; Ef 3:16). E não ignorar a ação constante de Satanás, neste século (Mt 13:25).
Se não pregarmos o Evangelho, os pecadores não poderão ser salvos e o inimigo manterá, assim, o homem preso em seus laços (II Tm 2:26). Após a morte não haverá mais possibilidade de salvação, pois depois dela segue-se o juízo. Duas eternidades distintas aguardam o homem após a morte: Vida eterna para os que crerem, e vergonha e desprezo eterno para os descrentes (Dn 12:2). Como, pois, escapará o pecador, se não atentar para uma tão grande salvação? (Hb 2:3).
A salvação é uma mudança que o Senhor faz na vida do pecador (II Co 5:17); portanto, é uma obra gloriosa que Ele quer dar a toda a raça humana hoje (Lc 19:5). Porque, para que isto seja concretizado, é preciso a Igreja aceitar o desafio de evangelizar em todo o tempo sem indolência.
CONCLUSÃO
O galardão do ganhador de almas
Isto se dará perante o tribunal de Cristo, logo após o arrebatamento da igreja:
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, pois vosso trabalho não é vão no Senhor" (I Co 15:58).
1- Razões pelas quais Deus recompensará o ganhador de almas
a) Ele é galardoador dos que o buscam (Hb 11:5), principalmente dos que intercedem pelas almas (Rm 10:1)
b) Ele não é injusto para se esquecer de vossas obras (Hb 6:10; 5:33; Ap 20:12)
c) Ele prometeu recompensar (Sl 62:12; Hb 10:23; Nm 23:19; Jr 1:12)
2- O ganhador de almas recebe bençãos também nesta vida
a) Orando em oculto para a salvação de almas (Mt 6:6)
b) Contribuindo em oculto para a propagação do evangelho (Mt 6:4)
c) Recebendo a alegria pelo trabalho que está realizando para Deus (Sl 126:5,6)
d) Jejuando ocultamente para encontrar forças de Deus para vencer as barreiras e pregar a Palavra.
e) Sendo regado, porque está regando (Pv 11:25)
f) Sendo abençoado em tudo, pois sua consciência está tranqüila pelo fato de não estar retendo o trigo (as boas novas), do povo (dos pecadores) (Pv 11:26).
3- O ganhador de almas e as promessas de recompensa. O ganhador de almas é aquele que:
a) Planta a boa semente da palavra de Deus no coração dos pecadores (Lc 8:11; I Co 3:7; Rm 11:6)
b) Rega a boa semente da palavra nos corações que a recebem (I Co 3:7); até que ela cresça (Ec 11:6)
c) Busca a Deus (Hb 11:6), suplicando pelas almas que não conhecem a Deus (Ez 22:30)
d) Sofre por Jesus (Mt 4:11,12), mas não deixa de realizar a obra do Senhor (At 21:12; 5:41,42)
e) Ceifar, pois que as terras já estão brancas para a ceifa (Jo 4:36)
f) É fiel na hora da tentação (Tg 1:12)
E mesmo assim continua preocupado com as almas (I Ts 3:4,5), e permanece fiel até mesmo diante da morte. Portanto, por sua fidelidade, Deus lhe dará a coroa da vida (Ap 2:10; Tg 1:12).
Vamos trabalhar enquanto é dia "a noite vem, quando ninguém poderá trabalhar" (Jo 9:4). "Lança o teu pão sobre as águas, por que depois de muitos dias o acharás"(Ec 11:1). Vamos pregar "a tempo e fora de tempo" (II Tm 4:2). Faze a obra de um evangelista. Vamos cumprir o nosso ministério (II Tm 4:5). As possíveis aflições que possamos sofrer "não são para comparar com a glória que em nós será revelada" (Rm 8:18). Bem aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vir, achar fazendo assim (Lc 12:43).

Joseny de Castro Thomaz      




terça-feira, 4 de agosto de 2020

O DEUS DA GLÓRIA


O DEUS DA GLÓRIA

 Deus tem prazer em ver seus filhos abençoados. Ele é o Deus das promessas. Suas promessas estão na Bíblia para que possamos conhecê-las e tomarmos posse. O Todo Poderoso que nos criou e por Seu poder e misericórdia nos fez seus filhos, nos deu a capacidade para buscá-Lo com entendimento, ou seja, “fomos criados, feito novas criaturas - criaturas espirituais - tão somente para conhecer o Senhor e prosseguir em conhecê-Lo cada vez mais e fazê-Lo cada vez mais conhecido em toda a Terra”.

Esse Deus que há de ser conhecido por toda a Terra é o SENHOR DA GLÓRIA, o EL HAKABODH, o JEOVAH KABODHI. Assim, o Pai é o Deus da Glória, Jesus, o Filho, é o Deus da Glória, o Espírito Santo é o Deus da Glória e a Sua presença plena é a própria glória. O Deus da Glória é o Deus poderoso, puro, santo, único, eterno, infinito, onipresente, onipotente, onisciente, cheio de amor, cheio de justiça, imutável, mas que não divide a Sua glória com ninguém!
Assim, podemos afirmar que fomos escolhidos pelo Deus da Glória para:

1º CONHECÊ-LO, e ao conhecê-Lo descobrimos os Seus atributos, Seu caráter, Seu amor, Seu radicalismo contra o pecado, Seus pensamentos, Suas promessas para  os filhos, o poder que há no nome de Jesus, conhecemos a Sua habitação que é no céu, o 3º céu, onde está o Seu trono, mas que Ele habita também com o contrito e humilde de espírito porque está escrito em Is.57:15 - “Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito”, conhecemos também o Seu plano cf. Is.57:15b para “...vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos”, isto é, para lhes dar vida espiritual, fazê-los nascer de novo.

2º FAZÊ-LO CONHECIDO cf. Is.42:6-7  “Eu, o Senhor te chamei em justiça, tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por pacto ao povo, e para luz das nações (vós sois a luz do mundo); para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas”. Fomos chamados por Deus para fazê-Lo conhecido através da unção do Espírito Santo. Você foi chamado para conquistar pela unção, poder e virtudes de Deus na sua vida. Você foi chamado para dar vistas aos cegos e a dar libertação aos presos e mortos em trevas de pecados, mas isso tudo só através das virtudes de Deus que está no Espírito Santo, ou seja, tem que ser santo! Só quem é santo pode fazer o Santo ser conhecido efetivamente. A promessa é que através de você multidões serão salvas, libertas, conquistadas, consolidadas, e isso é real.
Entretanto é preciso aprender que fomos escolhidos para:

3º SÓ DAR GLÓRIAS A DEUS, pois Ele não divide a Sua glória com ninguém. Está escrito: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor a imagens de esculturas”. Em outras palavras, enquanto existir obra da carne no negócio, a promessa de vida abundante é impedida. Enquanto a carne não for crucificada, ou seja, dominada, as promessas não virão. Por que o Senhor não dá a Sua glória a carne nenhuma, a homem algum que se exalte. Sempre seja o Senhor exaltado. “É necessário que ele cresça e que eu diminua.” - Jo.3:30.
É necessário que o Espírito opere e que a minha vontade própria se dobre à Ele. 

O JEJUM

O JEJUM

ISAIAS 58:1-12.

•          Hoje em dia podemos ver muitas pessoas vivendo uma vida cristã desta maneira - jejuando sem propósito - violando a vontade de Deus.
•          Há necessidade de nos arrependermos dessas atitudes. (v. 1)
•          Vivemos muitas vezes uma vida de aparência (religiosidade), mas Deus nos chama nestes dias para vivermos uma vida justa. (Ef.2:8-10).
•          O Senhor nos ensina que o  jejuar de forma externa, sem ter um coração arrependido, só produz irritação, cansaço e não nos prepara para a comunhão com Ele. (v.4).
•          O jejum deve ser acompanhado de oração (Dn. 9:3), confissão de pecados (Ne. 9:1,2), lamentação (Jl. 2:12) e  humilhação (Dt. 9:18).
•          A motivação correta para jejuar  não é  voltada para os nossos próprios interesses. (v. 6-7).
•          Podemos ver na Palavra pessoas que observaram os mandamentos de Deus e  foram atendidas mediante o jejum (Ester, Daniel etc.). Colocaram-se numa causa justa e alcançaram a vitória pedindo em favor dos outros. Quando nos colocamos como estas pessoas, ouvindo e cumprindo a vontade de Deus, alcançaremos as promessas (v. 8-12).

Conclusão: Nestes dias Deus está nos chamando para sermos reparadores de brechas (v. 12) e conquistarmos esta nação.
Aplicação: Para conseguirmos isto, precisamos nos levantar com jejum e oração mas com motivação correta.


JEJUM
INTRODUÇÃO: Atendendo a pedidos de algumas pessoas, trago este estudo para orientação exclusiva da nossa igreja. Há certas coisas que praticamos só porque outros estão praticando, sem termos uma noção do ensino bíblico sobre o assunto. Vamos examinar o que as Escrituras Sagradas ensinam sobre o jejum.
I. O JEJUM NO VELHO TESTAMENTO
Encontramos várias modalidades de jejuns no V.T.:
A. Jejum involuntário: São os ocasionados por circunstâncias especiais:
1. Moisés, quando esteve 40 dias no Monte Sinai: Ex. 34.28; Deut. 9.9. O que estava acontecendo, não dava para pensar em comida.
2. Elias, quando caminhava para Horebe: 1 Reis 19.8.
3. Jesus, no deserto da tentação: Mat. 4.2; Marc. 1.13; Luc. 4.2.
4. Paulo: 2 Cor. 6.5.
B. Jejum voluntário, por motivos religiosos:
1. No Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia), não aparece a palavra "jejum", senão indiretamente nos textos de Lev.16.29 e Num. 29.7: "afligireis as vossas almas".
2. A palavra aparece pela primeira vez em 2 Samuel 12.16-22, quando Davi recusa alimento, buscando a cura do filho. O problema foi gerado pelo pecado de Davi.
3. Nos últimos escritos do Velho Testamento é que vamos encontrar o assunto com mais freqüência: Esd.8.21; Neem. 9.1; Ester 4.3; Salmo 35.13; 69.10;109.24; Dan. 6.18; 9.3.
C. Jejum por motivos especiais:
1. Durante calamidades públicas: Jer. 36.9 (36.1-32)
2. Para humilhar a alma: Salmo 35.13; 69.10
3. Para humilhação: Esd. 8.21
4. Para tristeza: 1 Sam. 31.13
5. Para atrair a misericórdia Divina: Is. 58.3,4.
6. Para manifestar a Deus o peso de culpas por pecados cometidos pelo povo: 1 Sam. 7.6; 1 Reis 21.9,12.
7. Programações nacionais de jejuns: Zac. 8.19 e sgts., 2 Reis 25.1; Jer. 52.6,7; 2 Reis 25.8,9,25.
II. O JEJUM NO NOVO TESTAMENTO
A. Menciona que Ana servia a Deus com jejuns e orações: Luc. 2.37.
B. Os fariseus jejuavam duas vezes por semana: Luc. 18.12.
C. Os discípulos de Jesus não jejuavam enquanto estavam com Ele: at. 9.14,15; Marc. 2.18,19; Luc. 5.33-35.
D. Jesus menciona a necessidade do jejum para expelir demônios: Mat. 17.21,22.
E. Depois da ressurreição de Cristo, aparecem as seguintes menções de Jejum: Atos 13.3; 14.23; 27.9; 2 Cor. 6.5; 11.27.
III. APLICAÇÃO DA DOUTRINA DO VELHO TESTAMENTO AO NOVO
A. As finalidades e motivos do jejum do Velho Testamento não servem para o crente do Novo Testamento, uma vez que isso seria "obra da carne". Todo sacrifício já foi feito por Cristo.
B. Não é pela "aflição da alma" que nos aproximamos de Deus, mas pelo "novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu" (Heb.10.19-10).
C. Não é pela autopunição, porque Cristo já levou os nossos pecados.
D. A experiência de Paulo mencionada em 2 Cor. 6.5, não é clara. Parece mais um jejum por falta de alimento.
E. Todas as vezes que aparece o assunto no Novo Testamento, está ligado à oração - oração e jejum - oportunidade para orar sem se preocupar com alimentação. Portanto, o jejum simples, sem oração, não tem valor.
F. Todos os casos do Novo Testamento estão ligados a uma situação especial e não representam uma prática normal da vida cristã. E esses casos especiais, são:
1. Para expulsar demônios (Mat. 17.21,22);
2. Para enviar missionários (Atos 13.2-3).
Nota: É curioso que, na eleição de diáconos, os apóstolos se dedicariam ao ministério da oração e da Palavra. Não se menciona o ministério do jejum (Atos 6.4).
G. Nas recomendações aos cristãos gentios, não aparece a menção do jejum (Atos 15.28,29).
CONCLUSÕES:
Resta-nos, finalmente, relacionar algumas vantagens e desvantagens do jejum:
A. Vantagens:
1. Deixa a mente mais à vontade para concentração;
2. Dá mais disposição mental para a oração;
3. Facilita mais o sentimento;
4. Estômago vazio, até para pregar é melhor.
B. Desvantagens:
1. Dependendo da estrutura emocional da pessoa, pode ocasionar vertigens e outros fenômenos mentais.
2. Padres e freiras têm tido visões de "Nossa Senhora" durante períodos prolongados de jejuns.
3. Se praticado com freqüência, pode confundir a experiência espiritual com fenômenos mentais.
4. Por outro lado, a prática do jejum puro e simples, pode substituir a graça de Cristo pelo sacrifício físico, o que é uma heresia católica.
C. Conclusão geral:
O jejum é um assunto pessoal de cada crente. Não deve ser implantado como prática nas igrejas. Se alguém quiser praticá-lo, que o faça sozinho, sem querer impô-lo aos outros. E, ainda assim, que seja usado unicamente com a finalidade de oração e enquanto estiver orando. Jejum sem oração, simplesmente jejum, é carnalidade. É doutrina católica que exclui a graça de Cristo.
O JEJUM BÍBLICO

Jejum é abstinência de alimento durante algum tempo.

Há diferença entre:

JEJUM RITUAL: praticado regularmente, com objetivos ritualísticos, característica da lei e prática judaica e de outras religiões: Lv 16.29-31.

JEJUM ESPONTÂNEO: sempre acompanhado de orações, tendo somente objetivos especiais. É sempre secreto: Mt 6.18. Na Bíblia, o jejum espontâneo tem os seguintes objetivos:

1) honrar a Deus: Is 58.3-7, Mt 6.18
2) humilhar-se perante os juízos divinos: Sl 35.13, 2 Sm 12.16, Ne 9.1-3, Jl 2.12
3) como período de preparação para as batalhas espirituais: Mt 4.1-3, 17.21.

CARACTERÍSTICAS DO JEJUM BÍBLICO ESPONTÂNEO:

1) Quebrantamento: Sl 69.10, Ne 9.1
2) Reservado e secreto: Mt 6.18
3) Com um (ou mais) dos 3 objetivos: honrar a Deus, humilhar-se e preparar-se
4) Sempre acompanhado de orações: Sl 35.13, At 13.3

O JEJUM BÍBLICO

Jejum é abstinência de alimento durante algum tempo.

Há diferença entre:

JEJUM RITUAL: praticado regularmente, com objetivos ritualísticos, característica da lei e prática judaica e de outras religiões: Lv 16.29-31.

JEJUM ESPONTÂNEO: sempre acompanhado de orações, tendo somente objetivos especiais. É sempre secreto: Mt 6.18. Na Bíblia, o jejum espontâneo tem os seguintes objetivos:

4) honrar a Deus: Is 58.3-7, Mt 6.18
5) humilhar-se perante os juízos divinos: Sl 35.13, 2 Sm 12.16, Ne 9.1-3, Jl 2.12
6) como período de preparação para as batalhas espirituais: Mt 4.1-3, 17.21.

CARACTERÍSTICAS DO JEJUM BÍBLICO ESPONTÂNEO:

5) Quebrantamento: Sl 69.10, Ne 9.1
6) Reservado e secreto: Mt 6.18
7) Com um (ou mais) dos 3 objetivos: honrar a Deus, humilhar-se e preparar-se
8) Sempre acompanhado de orações: Sl 35.13, At 13.3

QUAL O PERÍODO DO JEJUM ?
Indeterminado, podendo ser por um pequeno período. O que importa não é sua extensão, mas suas características bíblicas. Exemplo: Dn 9.3-19.

PORQUE O JEJUM É SECRETO ?
Para evitar qualquer orgulho e hipocrisia. O fariseu deu mau exemplo, ao declara em público seu jejum: Lc 18.9-14.

PODE-SE BEBER DURANTE O JEJUM ?
É necessário, para evitar desidratação. A maioria dos jejuns bíblicos era somente de alimento. O jejum de Jesus no deserto foi somente de alimento: Mt 4.2 (“teve fome”, não se menciona a sede).

O JEJUM É SÓ DE ALIMENTO ?
Não. Recomenda-se abster-se de televisão, relações conjugais e outras distrações. É preferível um pequeno período de jejum completo do que um grande período cheio de “atividades”, sem alimentação.


TODO CRISTÃO DEVE FAZER JEJUM ?

Não. Somente aqueles que tiverem condições físicas para isto. Jejuar não é obrigação, mas um recurso espiritual. Observe que Jesus não jejuava sempre: Mt 9.14-15, Lc 5.33-35.


JEJUM É COLOCAR DEUS EM PRIMEIRO LUGAR

Gordon Cove


No início da história da igreja, o jejum era considerado uma das colunas da religião cristã. Quando a igreja tinha poder, o jejum era uma parte essencial da fé.
Jejum não é mera abstinência de alimentos ou de qualquer outro prazer, por si mesma. É abstinência com propósito.
Jejum significa que você chegou a um lugar de desespero espiritual. Significa que está determinado agora a colocar Deus em primeiro lugar a qualquer custo. Há momentos quando devemos virar as costas a tudo no mundo, até mesmo à nossa alimentação, para buscar a face de Deus. Jejum significa que estamos determinados a buscar a face de Deus e a ter respostas para nossas orações. Significa simplesmente que colocamos Deus primeiro, antes de tudo, inclusive do alimento.
Geralmente, jejuar significa abster-se do alimento, mas o mesmo espírito de desespero nos levará a nos abster de outras coisas também. Jejuar é voluntariamente abrir mão de algo que seja inofensivo em si mesmo, para o fim de crescer espiritualmente. Não se aplica necessariamente só ao alimento. Aplica-se a qualquer coisa que o homem natural possa desejar.
Então jejuar significa colocar Deus realmente em primeiro lugar quando se ora, desejar Deus mais do que se deseja comer, mais do que dormir, mais do que ter comunhão com outros, mais do que correr atrás de negócios. Como um cristão pode saber se Deus está em primeiro lugar na sua vida, se em algumas épocas ele não deixa todas as outras obrigações e prazeres para se separar inteiramente para buscar a face de Deus?

Expressão de Tristeza

O jejum também é uma expressão de tristeza. Isto é, tristeza sobre pecados pessoais, ou uma carga de intercessão pelas almas de outras pessoas. Um objetivo do jejum é mortificar o pecado. Sua mente está perturbada e mal-humorada, seu coração endurecido, sua graça enfraquecida, e a corrupção carnal dominando? Orgulho, ciúme, ódio, amor pelo mundo, ou qualquer outra imundícia da carne ou do espírito o estão vencendo?
Jejum então é seu dever. Alguns demônios não saem, a não ser através de jejum e muita oração. Quando este for o caso, o jejum é o remédio certo, e deve ser usado como o principal instrumento.
Na Bíblia há muitos exemplos de jejum. “Então apregoei ali um jejum... para nos humilharmos perante o nosso Deus”, escreveu Esdras (8.21) a respeito de toda a nação de Israel. O jejum dos ninivitas, e o jejum que o profeta Joel ordenou, eram considerados elementos essenciais no arrependimento nacional. Os homens de Nínive jejuaram com pano de saco e cinzas, como símbolo de profunda tristeza nacional (Jonas 3.5-7).
Há momentos quando uma profunda experiência, uma profunda humilhação de arrependimento, nos faz rejeitar todo alimento e prazer natural. Na sua tristeza pelo pecado, ou pela profunda intercessão por almas perdidas, qualquer deleite fere a alma.

O Jejum Confere Uma Força Adicional à Oração

Oração sozinha pode ser algo muito superficial. O jejum é uma evidência da nossa sincera intensidade e do nosso fervor. Para fazer até mesmo uma oração normal, precisamos ter fé, pois é necessário que “aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe...” (Hb 11.6). Mas para jejuar é preciso ter mais fé ainda. O jejum requer um desejo maior, uma determinação e uma fé maiores, e Deus observa isto quando vê seus filhos orando e jejuando.
Jejuar é deixar de lado todo peso e embaraço (Hb 12.1). Deixar os pesos é tirar todo empecilho à oração, e uma barriga cheia é um empecilho. Experimente orar com estômago vazio, e veja o quanto é mais fácil prevalecer em oração.
Quando começamos a orar e jejuar, significa que nos separamos seriamente à questão de orar com persistência, e que não aceitaremos ser negados. Sem dúvida alguma, o povo de Deus veria muito mais respostas à oração, se deixassem mais refeições e passassem o tempo em oração. O jejum não só reforça a oração, e constitui-se uma prova de maior intensidade, mas o jejum por si só é uma oração. Jejum torna-se oração para o cristão que está voltado para Deus.
Entre outros benefícios espirituais que resultam do jejum, um dos maiores é que jejuar ajuda a gerar fé. Nossa incredulidade é muito maior do que reconhecemos. É como um inimigo invisível e poderoso. Embora pareça difícil no princípio compreender, a própria fraqueza que se sente no jejum edifica nossa fé. Quando parece que estamos perdidos no escuro durante o jejum, e talvez o diabo venha cochichar que não está adiantando nada, esta é a hora em que sua fé está se edificando, pois Paulo diz: “Quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12.10).
Jejum é um auxílio poderoso para a oração. Se suas orações não são respondidas, acrescente jejum à oração. Você não buscou ao Senhor “com todo coração” enquanto não tiver separado um tempo prolongado de oração com jejum. Muitos cristãos oram há anos a respeito de certos problemas. Às vezes estas orações não são respondidas. Mas em muitos casos onde o jejum foi acrescentado às orações, além de profunda consagração e sondagem do coração diante de Deus, a resposta tem chegado sobrenaturalmente. Quando ligada ao jejum, a oração tem um poder muito maior. Não estamos afirmando que o jejum sozinho produzirá respostas milagrosas. Mas prepara o coração através de humilhação, de uma forma que nenhum outro meio pode fazer.
Junto com o jejum virão poder e liberdade na sua ministração da Palavra, se você é um pregador. Ao manter a carne em sujeição através do jejum, o espírito é vivificado – e o oposto também é verdadeiro. A tragédia é que tantos cristãos ainda continuem no seu estado espiritual sem poder, por não querem abrir mão das suas três refeições diárias, quando está ao seu alcance a chave da solução. Certamente, é necessário ter determinação para praticar o jejum, mas Deus não nos pediria para fazê-lo se fosse algo impossível.

Em Tempos de Crise “Santificai um Jejum”

Três vezes nos primeiros dois capítulos de Joel, Deus ordena o jejum (Jl 1.14; 2.12,15). O profeta Joel afirma que quando o momento é de desespero, Deus mesmo exorta seu povo a buscar auxílio dele. “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns...” (2.12). “Santificai (ou promulgai)  um jejum” (1.14).
Isto nos ensina que é certo nestes momentos marcar um dia para que todos jejuem em conjunto. Algumas pessoas dizem que concordam em jejuar quando “o Senhor colocar o desejo no coração”. Mas as outras coisas na nossa vida não funcionam assim. Não esperamos sentir o mover de Deus para comer. Não esperamos um toque do Espírito para pagar o aluguel. Que outro sentimento precisamos ter da parte de Deus, quando em tempos de crise, ele já ordenou três vezes em dois capítulos que o façamos!

 

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns...” (Joel 2.12). pg 6




AS SEITAS E OS EVANGÉLICOS


Evangélicos atraídos pelas seitas
  
“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias 
e vãs sutilezas, segundo a  tradição dos homens, segundo os rudimentos  
do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)

            Preocupado com a situação espiritual dos crentes na cidade de Colossos, o apóstolo Paulo advertiu-os para que tivessem cuidado, pois falsos mestres haviam se introduzido no seio da Igreja. Paulo combatia sobretudo a influência gnóstica entre os Colossenses. Além  do apóstolo Paulo, Judas e João também alertaram a  igreja acerca desse perigo.
Gnosticismo vem do grego gnosis, que significa “conhecimento”. Criam possuir a verdadeira  fórmula da salvação, a saber, o “conhecimento místico” que Cristo teria transmitido secretamente aos discípulos e que apenas um grupo seleto de “iniciados” poderia atingir. Por cerca de cento e cinqüenta anos, os gnósticos assediaram os cristãos e , infelizmente, sua heresia corrompeu a  muitos
             Hoje a situação não é diferente. Além do gnosticismo (que influenciou o “Movimento de Confissão Positiva”, comumente conhecido no Brasil com os nomes de  “Movimento da Fé”,  “Movimento da Prosperidade”), inúmeras outras seitas abundam atualmente arrastando muitos professos cristãos para heresias de perdição (II Pedro 2:1,2). Os dados são alarmantes.
Nós recebemos regularmente cartas de familiares ou amigos de professos cristãos (e às vezes dos próprios) que abandonaram sua igreja, enveredando-se no mundo das seitas. Trechos da carta a seguir revelam o poder destrutivo das seitas na mente de pessoas que viviam no meio evangélico:
“Fui criada num lar cristão. (...) Somos onze filhos. Mamãe nos criou na igreja, aonde aprendemos a servir e a adorar a Deus. Por quarenta anos minha mãe foi evangélica, mas há quatro anos, tudo isso se transformou em blasfêmia e contradição desde que mamãe decidiu se tornar “Testemunha de Jeová”. Isso é muito triste, mas é verdade; e o que me tem causado mais tristeza é o fato de saber que ela tem influenciado toda a família. (...) ÀS vezes fico me questionando o por quê. (...) Gostaria de pedir um conselho, uma palavra de conforto. (...)”.
                                                                                                                                 
Casos como o da mãe de J.A. têm sido freqüentes. Diante disso, muitos de nós temos curiosidade de saber o que leva pessoas entre os evangélicos a sentir atração pelas seitas. Seria seu zelo religioso? Sua demonstração de amor ao próximo? Sua unidade organizacional que supera à dos evangélicos? Seria um súbito sentimento de euforia por estar abraçando conceitos religiosos fascinantes, nunca antes aprendidos?

Nas conversas que mantemos com ex-evangélicos, que hoje são adeptos de seitas, percebemos que o motivo principal do rompimento com o cristianismo bíblico-histórico raramente é doutrinário; geralmente assuntos de menor importância têm primazia. O problema esta no que  se entende como  genuína espiritualidade.

DISCERNINDO A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE

Vivemos atualmente em uma época que as pessoas estão fascinadas pela espiritualidade, altamente se  enfatiza as experiências religiosas, testemunhos impactantes e dramáticos a valorização da sinceridade acima da verdade; o sentimento acima da realidade. Muitos hoje dizem que a essência da verdadeira espiritualidade são as emoções. E nós cristãos temos a tendência de sobrepor nossas experiência espirituais acima do próprio Cristo e seu Evangelho.
Muitos cristãos acabam sucumbindo a mensagem das seitas por confundir sinais de espiritualidade com a genuína intimidade com o Salvador. Diversos Sectaristas passam igualmente por uma tremenda e dramática conversão religiosa. Eles falam em serem felizes agora, de terem paz interior, são extremamente pietistas na oração, na devoção, no evangelismo, mas estão longe da Graça Salvadora
Há poucos dias recebemos uma ligação de uma senhora desesperada em busca de orientação. Ela que já havia estado em várias igrejas  evangélicas (entretanto se decepcionou com todas), julgava agora ter encontrado a “igreja verdadeira” e comentou  que “ali encontrou o amor e aceitação que procurava”. No entanto, após sucessivas reuniões com o grupo percebeu algo estranho em relação às doutrinas daqueles. Ao ser orientada que o referido grupo é uma seita ela comentou: “Eu me sinto bem lá”. “A gente vê amor naquelas pessoas”.
O puritano Jonathan Edwards (1703-1758) escreveu: “que o amor e a humildade são imitados, mais do que qualquer outra virtude cristã ... tudo  que tem  valor, e só as coisas que têm valor são objeto de falsificação. Varias pessoas  já foram enganados por diamantes e dinheiro falso, charlatões também a muitos... (Mateus 24:12-13).Muitos judeus nos dias de Jesus, que davam glórias a Ele seguindo-o  de dia e de noite sem comida e sem bebida ou sono. Costumavam dizer:  “Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores” (Mateus 8:19) ou então “Hosana ao filho de Davi”. (Mateus 21:9) Não obstante esse amor era falso.
CONCLUSÃO
Portanto o nosso relacionamento com Deus deve estar alicerçado sobre a rocha que é Cristo e não nas areias movediças de nossa experiência, esforço, zelo, devoção, entrega. O apostolo Paulo teve uma conversão dramática. Mas contrastando com a dele, Timóteo cresceu gradualmente por meio da instrução familiar (Atos 9:3-5, 17-18; 2 Timóteo 1:5).
            O evangelho de experiências tem vida curta, pessoas que são convertidas por meio dele têm em suas vidas uma porta escancarada para novas descobertas. Estão sempre em busca de algo novo, algum orador eloqüente e inteligente, lugares onde há especulações proféticas, testemunhos que fortemente mexem com suas emoções. Agem semelhantemente como o toxicômano que tem  necessidade de aumentar o consumo  da droga para prolongar seu estado de euforia.
Em pouco tempo enveredam pelo caminho do misticismo ou paganismo. Já o evangelho autentico é somente baseado nos méritos sacrificiais do Senhor Jesus. “Não existe plano mais alto – nenhuma experiência sobrepujante ou vida mais profunda. Cristo é tudo em todos. Agarre-se a Ele. Cultive seu amor por Ele. Somente nele você é completo!”



A VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO


A Verdadeira Igreja de Cristo



Como você pode saber no meio de tantas denominações qual e realmente a verdadeira Igreja de Cristo, podemos te dar uma boa dica.Se você estiver enquadrado nessas características fará parte da verdadeira Igreja de Cristo como era no principio a Igreja Primitiva.

Em primeiro lugar a Igreja Verdadeira Você Nâo presisa pagar para receber uma benção.

Em Segundo Lugar a Igreja tem que dar expansão ao Espírito Santo de Deus, acreditar no seu poder e na sua manifestação e não reprimir os irmãos que Deus quer usar porque Deus usa quem quer na hora que quer e com quem Ele quer.

Em terceiro lugar o Pastor de sua Igreja seja realmente um Pastor e Não um ditador, deixando o Espirito Santo ser o guia da igreja.

Em quarto lugar ajudar os que nesessita em nosso meio, pois bom exemplo nos deu Jesus que devemos sentir as nesessidades dos outros e se colocar em seu lugar.

Em quinto e último lugar a verdadeira Igreja de Cristo é aquela que não se deixa levar pela posição social ou financeira que o membro possui mais sim se deixa levar pelo mover do Espírito Santo de Deus agindo conforme a sua vontade.
(Não se conforme com esse mundo faça a diferença pois voçê e um escolhido de Deus para pelejar nesses últimos dias contra as forças do mal, Deus sempre levanta homens e mulheres encorajados para pelejar contra as forças do maligno seja mais um a entrar nessa batalha e você realmente fará parte da verdadeira Igreja de Cristo a coluna e firmeza da verdade. Deus te Abençoe.

Por: Bruno de Lima Sousa

QUEREMOS UM REI (O IMPEACHMENT DE DEUS)

  QUEREMOS UM REI (O IMPEACHMENT DE DEUS) “Queremos ser como as outras nações: queremos ter um rei para nos governar, para nos dirigir na gu...