quarta-feira, 6 de maio de 2020

DESPERTA E ACORDA TU QUE DORMES


Desperta e Acorda tu que dormes.

Muitas pessoas estão hoje dormindo, sem se dar conta que este sono é maligno, pois não conseguem acordar, despertar para realidade do mundo que vivemos que o nosso adversário veio para matar, roubar e destruir, e Deus na sua sabedoria esta nos alertando para este fato, então quero nesta mensagem sacudir e abalar sua vida para que o Espírito de Deus possa te acordar de uma vez por todos e sair deste marasmo espiritual que nos encontramos.

Ref. Bíblica: Efésios 5:14 Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.

Desenvolvimento:

1 ? Desperta e Acorda profetas de Deus - Juízes 5:12 Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os que te prenderam, tu, filho de Abinoão.

2 ? Desperta e Acorda foi a suplica de Devi a Deus - Salmos 35:23 Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.


3 ? Desperta e Acorda tu que adora imagem - Habacuque 2:19 Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas, no seu interior, não há fôlego nenhum.

Conclusão:

O Senhor nos chama para um novo avivamento dentro de sua Palavra que é o desperta e o acorda para as coisas que são de Deus, muito irmão estão dormindo um somo muito profundo não no Jardim de Deus mais sim no jardim do iminigo de nossas almas, por que o Senhor ele Desperta e Acorda, o Senhor estimular; O Senhor animar; O Senhor provocar;

Aquele que esta dormindo, então você que estava dormindo em espírito e em verdade sinta o despertar do Espírito Santo de Deus nesta noite.

Apêlo:

Talvez você não saiba com despertar venha aqui na frente e aceite o Senhor Jesus com seu único libertador e salvador para poder despertar e acordar para um novo mundo venha sem demora que é hora de desperta e acorda para uma nova vida.

E você que senti-se franco sem animo e muito triste venha também, pois o acorda é para um novo avivamento espiritual o Senhor quer ti usar em mistério e profecias para seu reino.  
Por: luiz carlos santos da silva



O JEJUM


Acerca do Jejum

 
O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo.
Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.
Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.
Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

1) A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como "o dia do jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como "o jejum" (At.27:9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos.
Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.
Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:
"Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mt.6:16-18).
Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!
Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!
O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.
Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo - Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação).
Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:
"Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." (Lc.5:33-35).
O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse "tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.
Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.
Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:
"Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?" (Is.58:3a).
E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
"Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto." (Is.58:3b,4).
Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

2) O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: "O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus".
O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.
Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
"Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos." (Mc.2:22).
O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.
Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de "renovar" nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.
Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.
Alguns acham que o jejum é uma "varinha de condão" que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.
O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.
Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);
Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);
Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);

Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);
Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);
Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)

b) Nos Evangelhos

Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);
Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);
Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);
Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).

d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).

3) DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:
"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas." (Dn.10:2,3).
O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.
E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.
Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):
"Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome." (Mt.4:2).
Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:
Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:
"Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci." (Et.4:16).
Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:
"Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu."(At.9:9).
Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

4) A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.

Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

1 dia - O jejum do Dia da Expiação
3 dias - O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
7 dias - Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);
14 dias - Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);
21 dias - O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);
40 dias - O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.
Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.
Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará "preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:
"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes.
Melhor é que não votes do que votes e não cumpras". (Ec.5:4,5).
É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

5) O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc.4:1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

6) PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.
Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.



terça-feira, 14 de abril de 2020

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA


Maldição Hereditária

O que é maldição? Vejamos:

1)Dicionário Aurélio: "Ato ou efeito de amaldiçoar ou maldizer". Maldizer: "praguejar contra; amaldiçoar". Maldito: "Diz-se daquele ou daquilo a que se lançou maldição".

2) Dicionário Teológico: "Praga que se arroga a alguém. Locuções previamente formadas encerrando desgraças e insucessos".

3) Bíblia Online: "Chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém (Gn 27.12; Rm 3.14). Os que quebram a Lei estão debaixo de maldição. Cristo nos salvou dessa maldição, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.10-13)".

Difícil é conciliar a "Teologia da Maldição Hereditária" com a Palavra. Os que defendem a existência de crentes amaldiçoados por maldições provindas de antepassados, admitem que é possível estarmos de posse de uma herança maldita, por nós desconhecida, e difícil de ser detectada no tempo e no espaço. O remédio seria QUEBRAR, ANULAR, AMARRAR, REPREENDER essa maldição. Feito isso, o crente ou não crente estaria leve, liberto e livre de todo peso. Nem ele nem os seus descendentes sofreriam mais os danos desse mal.

A maldição hereditária – segundo os que a defendem – surge em decorrência de um trabalho de feitiçaria ou de qualquer outra ação maligna lançada contra outra pessoa (a vítima). Uma pessoa em sofrimento pode ter sido consagrada, antes ou depois do seu nascimento, às entidades demoníacas. Uma palavra má pode ter sido lançada sobre a vida de uma família, que nunca prosperará e será vítima de enfermidades e angústias.

As pessoas sem temor a Deus, sem vida em Cristo, sem vida no altar, estão sujeitas a problemas muito maiores do que esses, pois estão condenadas à morte eterna. Sem Cristo a maldição nunca acaba Vejamos quais as promessas para os que aceitarem a salvação que há em Cristo Jesus:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8.1). Poderia ocorrer o caso de os salvos em Cristo carregarem, ainda, maldições herdadas?

"Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17). Ocorreria uma situação em que o NOVO carrega, ainda, coisas velhas?

"Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (João 5.24). Dar-se-ia o caso de alguém entrar no céu, carregando maldições?

"Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7). A maldição lançada contra os salvos seria mais eficaz do que o sangue de Jesus? Mais poderoso não é Aquele que está em nós?

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13). Jesus tomou sobre si nossas maldições, e carregou nossos pecados.

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). Dar-se-ia o caso de o crente ficar livre das correntes do pecado, mas permanecer amarrado, ainda, às maldições resultantes de pecados cometidos por seus antepassados?

"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça. Pelas suas feridas fostes sarados" (1 Pedro 2.24). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13). Morremos para o mundo e para o pecado, mas não teríamos morrido para possíveis maldições sobre nós lançadas? A cruz nos salvou da maldição da lei, mas o sangue de Jesus teria sido impotente para nos livrar de maldições hereditárias?

Fica difícil de imaginar que uma pessoa beneficiária de tantas bênçãos possa carregar sobre si o fardo das maldições. A solução para livrar-se delas é aceitar a salvação que há em Cristo Jesus. As maldições não alcançarão os justos, porque os muros de nossa fortaleza espiritual estão íntegros, sabendo-se que "a maldição sem causa não virá" (Provérbios 26.2). Aos que se julgam debaixo de maldição, Jesus faz um convite e uma promessa: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28).

MATERIALISMO


Materialismo: O Amor ao Mundo e ao Que no Mundo Há

O apego aos bens materiais é uma maldição na vida de muitos cristãos.
Estou convencido que a maioria dos cristãos tem um conceito errado a respeito de Satanás. Eles o vêem no mesmo contexto como as pessoas nos tempos medievais - uma criatura horrenda com patas, chifres e que passa o tempo inteiro lançando carvão na fornalhas do inferno. Essa imagem mental, porém, não é coerente com o que a Bíblia diz sobre Satanás. Na verdade, o apóstolo Paulo diz que Satanás e seus ministros se transformam em anjos de luz e ministros da justiça:
"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."
Há um velho adágio que diz: "Você pode pegar mais moscas com mel do que com vinagre". A principal tática de Satanás é instigar as pessoas, não aterrorizá-las. Ele agiu assim no Jardim do Éden, quando manipulou Eva e a levou a violar uma das proibições de Deus. Ele apelou aos sentidos dela e a convenceu que comer do fruto proibido seria a coisa lógica a fazer! Sim, o papel principal de Satanás é de um tentador e vemos isso vividamente demonstrado em sua interação com o Senhor Jesus Cristo durante a experiência no deserto.
"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam." [Mateus 4:1-11]
A palavra grega traduzida como "tentar", "tentado", ou "tentador" é peirazo, item 3985 na Concordância de Strong, que deriva do item 3984 (peira); testar (objeto); isto é, instigar, disciplinar, examinar, provar, testar, etc.
Acredito que a diferença entre "teste" e "tentação" é determinada pela vontade soberana de Deus. Tiago 1:13 diz que Deus não tenta ninguém e não é tentado pelo mal, mas certamente permite que seus filhos sejam tentados por Satanás, como um teste. O próprio Jesus, o filho amado de Deus, foi tentado por Satanás no deserto. O Senhor estava em jejum há quarenta dias e quarenta noites, de modo que seu estado físico estava muito debilitado. Sua fome era intensa e a tentação para provar que ele era o Messias de Israel operando um milagre e transformando as pedras em pães para se alimentar era nada menos que diabólica. Mas o Senhor enfrentou a tentação citando as Escrituras e passou no teste. O Diabo, porém, não se deixa dissuadir facilmente e atacou novamente de outro modo, tentando o Senhor a provar suas credenciais operando outro milagre - lançando-se de um lugar muito alto e pedindo o socorro dos anjos. Novamente, a tentação foi respondida com as Escrituras e ele passou no teste. Então, em desespero, Satanás fez sua melhor oferta e tentou o Senhor a evitar a morte na cruz oferecendo-lhe os "reinos do mundo e a glória deles". Veja, essa não foi uma vanglória da parte de Satanás.
A Bíblia nos diz que Satanás é o "deus deste século" [2 Coríntios 4:4] e recebeu a permissão de ter um certo controle sobre ele. No entanto, o Senhor também passou nessa prova final citando as Escrituras e depois ordenou que o diabo se retirasse. Em seguida, os anjos vieram e o serviram em suas necessidades. A tentação foi legítima? Certamente que sim, por causa da humanidade do Senhor! Sua deidade não poderia ser tentada a pecar, mas em sua humanidade "... como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." [Hebreus 4:15]. Assim, sempre que formos confrontados por uma tentação, precisamos responder tomando refúgio na Palavra de Deus e recusar ceder a ela.
Quando a maioria de nós separa tempo para considerar o assunto da tentação, em geral nossa mente enfoca imediatamente os aspectos mais negativos. A imagem que vem à mente é geralmente a de Satanás sussurrando de forma sedutora em nossos ouvidos para nos convencer a cometer algum pecado grave, como mentir, trair, roubar, praticar imoralidade sexual, etc., ou até assassinato, mas a maioria dos cristãos maduros tem pouca dificuldade em resistir a essas coisas. Assim, quais táticas, ou "astutas ciladas" [Efésios 6:11] o Diabo usa contra aqueles que estão revestidos com a armadura de Deus [Efésios 6:13]? Para responder a essa questão, permita-me fazer outra. Você considera a idolatria um pecado "grave" - adorar algo ou alguém mais do que o Senhor Jesus Cristo? Acho que a maioria de nós concorda rapidamente que esse pecado em particular é bem grave! No entanto, quantos entre nós percebem que freqüentemente incorremos nesse pecado? Destaquei o verbo "adorar" por que estou convencido que, a julgar por suas ações, muitos cristãos não compreendem completamente o significado dele. Adorar é reconhecer ativamente o valor supremo do objeto da adoração. Quando permitimos que algo ocupe uma posição mais elevada de valor em nossas vidas do que Jesus Cristo, imediatamente nos tornamos culpados do pecado da idolatria. Preciso lembrá-lo que sob a Lei do Antigo Testamento, esse pecado era passível de morte?
Quanto tempo essa transferência de total fidelidade precisa durar para se tornar pecado? O mesmo tempo que levou para Eva morrer espiritualmente após comer do fruto proibido! Ocorre de forma instantânea. "Mas, e se eu não perceber que aconteceu?" Ah! Essa é a área do engano em que o Diabo mais se sobressai. Veja, nossa natureza caída e depravada gosta do pecado tanto quanto os meninos gostam de brincar com o barro e tudo o que Satanás precisa fazer é nos manter "satisfeitos, sentindo bem". Somos criaturas que buscam a gratificação constantemente e, se você duvida disso, na próxima vez que estiver com muita fome pergunte a si mesmo: "Quero algo apenas para matar minha fome, ou algo que seja realmente gostoso?" Um sanduíche duplo e um copo de suco seriam suficientes, mas uma suculenta costela de boi assada seria muito melhor. Certo? Amados, para alguns de nós, essa costela de boi assada freqüentemente se torna um ídolo! Muitos de nós colocam a comida na frente de Cristo nas manhãs de domingo quando não vemos a hora que o pregador termine e diga "Amém", para que possamos ir para casa, tirar os sapatos dos pés e sentar comodamente em uma poltrona para assistir o jogo de futebol pela televisão. Se alguém que professasse adoração o tratasse dessa maneira, como você se sentiria?
O objetivo de um "serviço de adoração" é, e sempre foi, honrar a Deus e expressar nossa gratidão e devoção, reconhecendo que ele é infinitamente digno. A adoração deve ser um tempo de foco total no nosso Criador e Salvador - uma entrega a ele do nosso tempo, dos nossos talentos e da nossa fazenda. Deve ser um tempo de lembrança com oração e louvor. Em outras palavras, o propósito da adoração é dirigir nossos pensamentos espirituais e energias a Deus, sem colocar a ênfase em nós mesmos. No entanto, muitos vão à igreja com essa atitude? Parece que muitos estão em busca do entretenimento - querem receber algo em compensação pelo sacrifício de tempo que estão fazendo. Se o pregador não despertar suas emoções com uma boa oratória do púlpito, eles saem como se tivessem sido enganados. Logicamente, o pastor deve fazer todos os esforços para nutrir as ovelhas de Deus com a Palavra de Deus, mas muitas vezes a boa comida requer bons dentes! Ela precisaria ser bem mastigada e digerida para então oferecer seu valor nutricional. Freqüentemente, esse é um prato que não está entre nossos favoritos, mas é bom para nós e precisamos ingerir uma quantidade apropriada dele para permanecermos saudáveis. Os cristãos maduros compreendem isso, mas até mesmo eles são culpados de "pôr o carro na frente dos bois", deixando de adorar de verdade, pois conscientemente ou não, estão esperando receber, e não dar. Essa mudança de ênfase - normalmente muito sutil e não facilmente perceptível - coloca o velho homem na frente de Cristo e torna-se um ídolo para nós. Nosso Deus é ciumento [Êxodo 20:5,34; Deuteronômio 4:24, 5:9; 6:15; Josué 24:19] e exige 100% de nosso amor e devoção. Isso significa que o velho homem e Cristo são mutuamente exclusivos, pois ambos não podem coexistir ao mesmo tempo. Assim, quando o diabo tenta espertamente manipular a adoração colocando a ênfase na nossa carne - nossos desejos, nossas necessidades, nossas emoções - provavelmente sairemos com um senso de satisfação espiritual e talvez até alegria - mas o ponto real é que estivemos adorando ao ídolo do eu, e não a Cristo! Isso é demonstrado por um número incontável de cristãos que são culpados da idolatria no que se refere ao seu pastor. Eles gostam tanto do seu pastor que ninguém mais serviria para pregar para eles, e eles nem mesmo vão à igreja se souberem que o pastor está doente, em férias, ou se viajou para pregar em uma conferência evangelística em outra igreja. Para quem, afinal, eles estão oferecendo sua adoração?
A música e o canto vocal no serviço de adoração é outro caso em vista. Nos últimos cem anos houve um contínuo declínio na qualidade - tanto que a música usada na vasta maioria dos serviços de "adoração e louvor" é virtualmente indistinguível da música qua agrada às massas mundanas. Música de discoteca continua sendo música de discoteca, mesmo se tiver uma letra "espiritual" insípida adicionada a ela. Você acha realmente que Deus se sente honrado quando lhe oferecemos esse lixo? Se você não consegue distinguir a diferença entre um "Castelo Forte É Nosso Deus" e a última melodia com arranjos eletrônicos que o diretor do coro coloca para tocar, então as coisas estão realmente ruins! Lembre-se que o objetivo da música deve ser uma oferta a Deus e qualquer coisa que não seja o melhor não é aceitável. Não faz diferença se você ficou extasiado e sentiu-se arrebatado pelo apelo da música, o melhor que pode ser dito a respeito de grande parte dessa música é que ela meramente satisfaz a carne. "Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo" [2 Timóteo 2:7]
Sim, Satanás (a serpente) é mais astuto que "qualquer alimária do campo que o SENHOR Deus tinha feito" [Gênesis 3:1] e a facilidade com que consegue nos desviar do rumo correto é fenomenal, para dizer o mínimo. Nossa natureza caída faz com que sejamos um alvo perfeito, de modo que precisamos manter uma vigilância constante. Ganhar dinheiro e comprar as coisas necessárias é um fato universal da vida, mas nunca devemos permitir que essas "coisas" se transformem no foco da nossa existência. O materialismo tornou-se um ídolo para um número muito grande de pessoas que professam a Cristo e uma passagem soberba das Escrituras em 1 João fala sobre esse problema:
"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." [1 João 2:15; ênfase adicionada]
Nesse contexto, "mundo" significa o sistema mundial organizado do planeta Terra - os governos, filosofias, estilos de vida, etc. - formando assim o termo bíblico "mundanismo", o oposto espiritual da piedade. Para um cristão genuíno, ser mundano é estar terrivelmente desviado e praticando idolatria espiritual! O indivíduo que verdadeiramente ama o mundo - independente se professa ou não fé em Cristo - manifesta por esse amor ilícito que está vazio do Espírito Santo de Deus. "O amor do Pai não está nele." À medida que este mundo sai fora de controle e o hedonismo se torna cada vez mais a filosofia das massas incrédulas, exortamos o povo de Deus que desperte e "saia do meio deles" [2 Coríntios 6:17]
Exatamente como um bebê pode ser levado a buscar os brinquedos reluzentes e os doces, Satanás está empregando todos os truques em seu arsenal para capturar e manter a atenção dos homens. Levá-los à imoralidade ou até mesmo aos pecados menores da carne não é realmente necessário. Para atender seu objetivo, basta mantê-los tão preocupados com a vida que negligenciem Jesus Cristo. Nossa sociedade tornou-se tão frenética que freqüentemente nos encontramos vivendo em um ritmo alucinante. Apresse-se, corra, vamos, faça isto, faça aquilo, até que ficamos totalmente exaustos e não temos tempo para descansar, meditar na Palavra de Deus e orar. A nova casa, o carro, o barco, o aparelho de televisão com tela grande, a piscina, os apetrechos para a pesca, para o jogo de tênis, etc., não são baratos e precisam ser comprados para que sejamos "bem-sucedidos" aos olhos dos nossos pares. Aqueles que vão à igreja estão geralmente tão cansados que mal conseguem ficar acordados durante o serviço e acabam se distraindo e aproveitam pouco da mensagem. Se você perguntar, provavelmente eles negarão qualquer motivo pecaminoso da sua parte - mas são tão culpados da idolatria como se tivessem se prostrado diante de uma deidade pagã. "As coisas" obtiveram de forma lenta e segura um lugar maior do que deveria em suas vidas e tudo o mais está congestionado. Isto de alguma forma descreve também sua vida? Em caso afirmativo, arrependa-se, peça o perdão do Senhor e faça um esforço consciente de manter sua atenção focada nele. Somente ele é digno da nossa adoração e não podemos permitir que o Diabo nos distraia.

DÍZIMOS E OFERTAS




DÍZIMOS E OFERTAS

Malaquias 3:10 - Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. 


Não quero entrar no mérito da questão de explicar o que é dízimo e ofertas, só quero falar sobre  o que motiva as pessoas sobre este assunto

Qual a motivação certa que devemos ter na hora de dizimar e ofertar?

Tem gente que até procura na internet sites ou blog sobre dízimos, esperando ouvir algo que convém, porque acham que isso não vale mais, não está em vigor, é pretexto para as igrejas se fortalecerem financeiramente

Antes de dizer através da palavra de Deus, à luz da Bíblia Sagrada, qual a maneira certa que Deus exige de nós em relação a dizimos e ofertas, vamos analisar as motivações erradas e certas

Motivação errada: quando dizimamos pensando em lucros, ou seja, só para dar um exemplo: o cara pensa - vou dizimar meus 10% de 1000 reais que seria 100 reais e depois Deus vai me abençoar, vai dar um jeito de aumentar minha renda, vai multiplicar, vai me dar 1000 reais.

Isso não vai dar certo, dizimo não é investimento financeiro, não é aposta, não é jogo da sorte onde as pessoas só pensam no lucro, não é barganha, não é base de troca, não é caderneta de poupança. 

Dizer que vai dar o dizimo para ser abençoado, buscar a benção, fazer isso para ganhar aquilo, é puro egoismo, tudo para seu próprio deleite. Isto não é fidelidade, isto é ganância!

Motivação errada: quando não dizimamos pensando em prejuízo, o cara pensa: acho que não vai dar, estou devendo em tantos lugares, se eu dizimar não vou pagar quase ninguém, não é justo, vou ser caloteiro, que testemunho vou dar, dando dizimo para a igreja e não pagando ninguém.

Outros até dizem que dizimo antigamente no Velho Testamento era referente a alimentos, porque agora tem que ser dinheiro? 


 Naquela época havia pouco dinheiro, quase tudo era feito na base do escambo (troca de mercadorias). Hoje em dia, não se paga contas com alimento
Dizimo não pode gerar prejuízos, nunca vai gerar, se você deve pra muita gente é problema seu, porque gastou alem do que ganha, não é culpa do dizimo.

O máximo que se pode fazer é pedir estratégias para Deus em oração para administrar bem suas dividas e procurar se acertar com seus credores.

Esta deve ser a motivação correta do seu coração na hora de pagar o que for justo, pode talvez fazer Deus mudar a sua sorte. Tente, novamente


Motivação certa: quando você entende sobre dizimo da maneira bíblica, o mais certo e o mais correto; dizimo é sobre aquilo que Deus já te deu através da benção de seu trabalho, não tem como obter lucro e nem prejuízo...


É o que Deus pensou, uma forma de compartilhar benção, em usar seu povo para abençoar o próprio povo, é somente com a finalidade de abençoar SEU POVO através da igreja local, provendo recursos, e fazer com que seus membros estejam unidos em um só objetivo comum, viver do evangelho e distribui-lo ao maior numero de pessoas possíveis e instruí- los a serem discípulos.
"Dizimo você não dá, Dízimo você devolve"

Deus é o dono da prata e do ouro, criador de tudo que existe, a terra, os céus e tudo que existe pertence ao Senhor, tudo que foi criado por Ele, pertence a Ele, enfim, você é criação de Deus, sua família é de Deus, teu trabalho é de Deus, o teu dinheiro é de Deus, o mundo que você vive é de Deus, veja o que a Bíblia diz sobre isso:



[Salmo de Davi] Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.    (Salmos 24:1)

 
Os 10% que ele pede do teu salario, do teu trabalho, ou seja, de tudo que ele já proveu, é algo que você já recebeu, já está em suas mãos, é só para ajudar na obra Dele, é para que haja mantimento da palavra na igreja, para que você ajude com os custos da pregação do evangelho, da manutenção da Igreja referente ao aluguel, água e luz, salário ou ajuda de custo dos líderes, programas sociais ou projetos missionários. 


Esse é o minimo que Deus pede que você devolva, é a sua parcela de colaboração justa, sua forma de cooperar com o reino de Deus, Deus só quer a sua devolução, para ajudar financeiramente em espalhar a boa noticia, investir 10% da sua renda no reino de Deus

Não se pode pensar, nem em lucro e nem em prejuízo, porque você não está dando nada, você está apenas devolvendo o que Ele já te deu, agindo assim você já é duplamente abençoado.


O dizimo é para abençoar justamente o povo de Deus, e se você faz parte do povo de Deus, também será abençoado por agir na fé, por dar de coração, muito melhor dar por gratidão e alegria, reconhecendo a soberania de Deus sobre sua vida e reconhecendo que Deus abençoa seu povo com todas as bençãos espirituais

 
O derramar das bençãos espirituais não são necessariamente financeiras, é muito além disso, da parte de Deus virá sobre você dizimista, bençãos na forma de paz no coração, alegria, livramento de perigos que você nem percebe, conhecimento da sua palavra e consciência tranquila certo de que você está fazendo a vontade de Deus e será feliz e abençoado, entendendo isso já é o suficiente

Agora tudo tem que haver alegria no coração, Deus prefere as portas da igreja fechada se não houver pessoas dentro dela o adorando com alegria no coração, sem fingimento, mas com alegria de poder ser abençoado no meio do povo de Deus, a palavra de Deus só tem bençãos p/ nós, se não negarmos as coisas principais em primeiro plano


Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.    (Mateus 23:23)

Os fariseus devolviam os dizimos de tudo, mas negavam o principal, o amor ao próximo, de nada adianta dizimar e negar o principal, fazendo tudo isso as benção acompanharão os que creem e obedecem

A igreja não é lugar para irmos como se fosse hábito, rotina, muitos vão por obrigação, por estar com a consciencia pesada, com temor de Deus em relação a pesar a mão , porque somos pecadores. Nada disso, Deus é bom, Ele só quer o bem e quer que seu povo tenha o pleno conhecimento da sua palavra: A VERDADE

Então entende de uma vez por todas que dizimo não é para obter lucro e nem ficar no prejuízo, é obediencia na medida certa, porque Deus já te abençou com o suor do seu trabalho, já de deu a sua provisão, continua dando todos os meses a sua provisão, ALÉM DISSO PROTEÇÃO e direção, SE OBEDECERMOS EM TUDO, pelo menos se tiver tão dificil obedecer, pelo menos tente 99% em todas as áreas
 

Dizime por obediencia, assim voce vai deixar Deus feliz, faça por amor, por gratidão, por temor e respeito pela sua palavra, nem mais nem menos , mas na medida exata da sua fé, entenda o que é dizimo


 Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Malaquias 3:8

Quando Deus diz que estamos lhe roubando, é porque ele sabe quando retemos o dizimo, de fato não estamos devolvendo, estamos usufruindo daquilo que era para ser devolvido e não consumido para os nosso deleites, estamos tomando posse do que era Dele, isto é roubo, mexer no que pertence a outro, era para ser compartilhado com os irmãos da fé, espalhados por toda parte através da sua igreja

Agora dar oferta é diferente, é mais fácil dar, é quanto voce pode, quanto determinou no seu coração, se voce tem algo para ofertar tudo bem, se não tiver nada, tudo bem também, Deus fica feliz da mesma maneira.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. (2 Coríntios 9:7)

De suas ofertas conforme determinou no seu coração, também com alegria não com tristeza, nem constrangimento, a oferta é a coisa mais fácil de fazer, até mesmo como vemos um mendigo na rua, ficamos compadecido e se tivermos moedas no bolsa, nem pensamos 2 vezes, muito mais fácil de dar

Mas infelizmente o bolso das pessoas é o ultimo que se converte ao Senhor, podemos converter a lingua, para de falar palavrões, fofocas, converter os passo, andar longe das más companhias e lugares seguros, converter as mãos, parar de receber suborno e só fazer trabalhos honestos, converter os olhos e parar de cobiçar, isto se consegue primeiro do que o bolso, com muita gente é assim, é sempre o bolso que fica para o final, como ele é teimoso e duvidoso

Enfim, o evangelho se espalhou pelo mundo e não tem limites, mas infelizmente tem muitas igrejas que estão com a visão voltada mais para a estrutura do que pela salvação das almas, se tornando ricas e abastadas, aí é que mora o perigo, quanto mais dinheiro mais distantes de Deus

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
(Mateus 6:24)

Estas igrejas crescem e atraem o povo pelos milagres, curas, bençãos e forte ANÚNCIO de prosperidade financeira, buscam a midia e a televisão a qualquer custo, ali muitos cristãos se tornarão membros consumidores, vão manter a obra, mas dificilmente serão discípulos, estão criando uma nova categoria de cristãos, frequentadores de um império religioso gigantesco

São igrejas que em pouco tempo se tornam ricas, inchadas com membros sem qualidade, afinal o que importa é quantidade, quanto mais gente envolvida mais dinheiro.
 

E Jesus disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.   (Marcos 16:15)

O IDE e pregar o evangelho não pode ficar em segundo plano, a missão da igreja é acolher pessoas, formar e instruir como discípulos e enviá-los lá fora onde os pecadores estão, está é a síntese do evangelho


Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.   (Marcos 9:50)

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.  (Mateus 5:13)
 
O que adiante ser sal dentro do saleiro, o saleiro ( a igreja) é agitado, com louvor adoração, vigilia, o sal (Jesus compara os cristãos com este produto) mas eles precisam sair do saleiro (a igreja) e agir lá fora, salgar, para dar sabor as pessoas, para dar vida, para torná-las úteis, tirá-las da margem da sociedade e reabilita-las.

Quem precisa ser ajudado: os que estão excluidos, os órfãos e os necessitados, se não fizer isso não servirão para nada, serão meros membros da igreja, ouvintes e não praticantes, transformando ela em uma rotina cansativa, um clube social fechado, um saleiro bem fechado e sem uso, só ocupa espaço na sociedade

Estruturas de igrejas, grandes edificios, bancos confortáveis, luzes, luxo exagerado, campanhas milagrosas, não se impressione com isso, tudo isso não gera conversão genuína, igrejas ricas e abastadas tem a tendencia de perder o foco - Jesus falou sobre uma igreja deste porte, que tinha membros sem amor pelas obras, sem fervor no coração para pregar o evangelho

Apocalipse 3:15-17 diz:   Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!  Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

O evangelho antes de tudo é simplicidade, é formar adoradores de verdade, é amor em ação e prática, é humildade e fraternidade, uns ajudando os outros, sem forte apelo exagerado à atual prosperidade financeira divulgada constantemente pela midia televisiva que gera duvidas e desconforto para muita gente sincera

Bom, o assunto é extenso, mas paro por aqui, fazendo a minha parte, conheça a palavra, conheça a verdade que liberta, medite na biblia e não seja enganado, não deixem que explorem o desespero do povo, a fé e a ignorancia de muitas pessoas humildes, erga um clamor, orem pela misericordia de Deus, orem para que os lideres espirituais se convertam novamente, para que o povo não seja destruido, porque ainda está faltando entendimento 

O povo de Deus está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento (Oséias 4:6)

Ajudem a divulgar corretamente a simples, humilde e eficaz palavra de Deus


A benção de Deus não pode ser vendida, não pode ser negociada, é de graça

Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.     (Mateus 10:8)
 
Faça a sua parte, dizime e oferte corretamente, não negue o amor ao proximo, pratique a verdade, de testemunho pela sabedoria, prudencia e disciplina, foque sua vida no principal: Deus acima de todas as coisas, viva com Jesus no coração e se torne a igreja verdadeira - templo do Espirito Santo

Eu torço para que voce seja de fato, usado por Deus, separado para ser santo e não enganado e pisado pelos homens astutos e enganosos

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.    (Gálatas 6:7)

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MASTURBAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA


Masturbação à luz da Bíblia      
           
Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo "livre" de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo. Em Gênesis 1:28, Deus disse ao homem: "E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra", ou seja, o sexo tinha uma função procriativa e fez Deus uma mulher idônea para Adão para que, dela, ele desfrutasse e, com ela, enchesse a terra (Gn 2:18).
Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. Com tamanha sobrecarga de "normal" (sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos drogados é normal, você tem que aceitar...), porque não devemos ensinar nossos filhos a se masturbarem? Não é normal?
Vamos falar de áreas cinzentas da moralidade
Ao considerar as questões sexuais que não estão especificamente relacionadas na Escritura, tenha em mente certas experiências pré-sexuais que conduzem facilmente à lascívia ou à luxúria.
Nossos pensamentos
A batalha pela pureza sexual sempre começa na mente. Aquilo em que pensamos constantemente, acabamos fazendo. Enchemos nossa mente com o bem ou o mal, o puro ou o impuro, o certo ou o errado. Muitos crentes tentam abrigar ambas as tendências em seus pensamentos.
O pecado sexual declarado é concebido na mente, desenvolvido em várias experiências pré-sexuais, e finalmente torna-se realidade, quando a oportunidade aparece. Não somente a imoralidade resultante é pecado – os pensamentos impuros também são pecados. As palavras de Jesus, no Sermão da Montanha, são freqüentemente citadas a este respeito: "Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5:27,28). Não se confunda, a ponto de dizer: "Visto que já pequei em meu coração, posso também pecar com o corpo". Estes pecados não são os mesmos! Um é o pecado da mente, e em pensamento apenas uma pessoa peca. O outro é um pecado da mente e do corpo, e, com o corpo, duas pessoas pecam. Na mente, não há união física. Com o corpo, os dois chegam a se conhecer um ao outro de maneira irreversível. Note que, em Mt 5:28, Jesus menciona não apenas olhar, mas olhar para cobiçar. Isto implica um desejo ativo, imaginando uma união ou contato sexual.
Paulo diz que o crente de espírito controlado, na batalha espiritual, está "levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo" (II Co 10:5). E Pedro diz: "Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios... não vos conformeis às concupscências que antes tínheis na vossa ignorância" (I Pe 1:13,14). Não podemos impedir todo pensamento impuro de entrar na mente, porém somos realmente capazes de controlar os pensamentos que permanecem e se desenvolvem.
Nossos olhos
O que nossos olhos vêem e lêem produz e controla a maior parte de nossos pensamentos. As Escrituras ensinam que os olhos são a "candeia do corpo" (Mt 6:22,23) e que se os "olhos forem maus", o corpo "será tenebroso". Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.
O apóstolo João adverte contra a "concupiscência dos olhos" (I Jo 2:16). Salomão escreveu: "Dirijam-se os teus olhos para a frente e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos" (Pv 4:25,26). Salomão também diz: "Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. Porque cova profunda é a prostituta; e o poço estreito é a aventureira" (Pv 23:26,27).
Devemos nos afastar da pornografia que vem sendo despejada em nosso caminho, lembre-se: "os olhos são a candeia do corpo". Se você não resiste à tentação, não olhe. Você não pode ser tentado a se masturbar se estiver lendo passagens da Bíblia.
Masturbação é pecado?
A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.
A muitos mitos sobre a masturbação, em escritos católicos e protestantes antigos, a este respeito. Alguns destes mitos são que a masturbação causa danos físicos, que destruirá a habilidade sexual no casamento ou que causará distúrbios emocionais. Estes mitos eram basicamente táticas para amedrontar e tinham pouca base em fatos.
Não há passagem específica na Escritura que fale diretamente da questão da masturbação. Há quem chame a atenção para Gn 38:8-10 e I Co 6:9-10. Concordo com o escritor Herbert J. Miles, que estas passagens não falam de masturbação.
Mesmo assim, a Bíblia fornece orientações que lhe permitirão decidir se a masturbação é pecado ou não. Reflita sobre as seguintes observações:
1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: "Gratificação dos sentidos u indulgência para com o apetite; dedicado aos ou preocupado com os sentidos" e "desejo sexual intenso". A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?
2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: " Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5:27,28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?
3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.
4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: "Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos" (Ef 2:3).
5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências" (Rm 6:12). Paulo também diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" (I Co 6:12). Você é escravo da masturbação?
Reflita sobre os cinco enunciados acima, para determinar se, para você, a masturbação é pecado.
Liberte-se!
O impulso sexual é uma parte normal, dada por Deus, de qualquer homem ou mulher saudável. Envergonhar-se disto é duvidar da bondade de Deus para conosco. Abusar dele é contrariar a graça que Deus tenciona para nós. Ele nos criou com muitos impulsos e desejos, que podemos desenvolver ou usar de maneira errada. Como um deles, o impulso sexual ativa ou destrói os relacionamentos, de acordo com seu controle e aplicação.
A masturbação é um problema comum. Não devemos ter medo de conversar sobre ela nem de ajudar as pessoas a superá-la. Homens e mulheres acham que é um hábito igualmente opressivo, e buscam ajuda para a superação do problema. Compaixão, e não condenação, deve ser nossa resposta.
Minha conclusão é que a masturbação não deve fazer parte da vida do crente. I Coríntios 6:18-20, Gálatas 5:19 e I Tessalonicenses 4:3-7 são passagens que falam sobre a questão do uso de nossos corpos devidamente no sexo. Embora não possamos assentar todos os argumentos que dizem que a masturbação é pecado, não podemos negar que ela é resultado da lascívia e da paixão. Mas, na liberdade da graça de Deus, podemos escolher fazer o que é sagrado e direito aos olhos de Deus.

Jerry White
    
           


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